DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA: DESFECHO MATERNO-FETAL EM UM HOSPITAL DO OESTE DO PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28721Palavras-chave:
Descolamento Prematuro de Placenta. Cesárea. Resultado da Gravidez.Resumo
Esse artigo buscou analisar o perfil clínico, obstétrico e os desfechos maternos e neonatais de pacientes com diagnóstico de descolamento prematuro de placenta (DPP) submetidas à cesariana em um hospital terciário. Trata-se de um estudo observacional retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes diagnosticadas com DPP entre os anos de 2022 e 2025. Foram avaliadas características sociodemográficas, antecedentes obstétricos, manifestações clínicas, exames laboratoriais, achados ultrassonográficos e desfechos maternos e neonatais. Foram incluídas 20 pacientes, com idade média de 28,45 anos, predominando mulheres multigestas (60%) e brancas (80%). As principais comorbidades observadas foram síndromes hipertensivas da gestação, trombofilia associada à síndrome antifosfolípide e diabetes mellitus gestacional. As manifestações clínicas mais frequentes foram sangramento vaginal (85%) e dor abdominal (80%), enquanto a tríade clássica do DPP foi identificada em apenas 10% dos casos. Entre os desfechos neonatais, destacaram-se prematuridade em 65% dos recém-nascidos e necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em 55% dos casos. Conclui-se que o DPP permanece associado a elevada morbidade materna e neonatal, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e da intervenção obstétrica imediata para minimizar complicações materno-fetais.
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