CONCORDÂNCIA ENTRE DIAGNÓSTICO CLÍNICO E HISTOPATOLÓGICO DE LESÕES BUCAIS: EVIDÊNCIAS DE CLÍNICAS DE ENSINO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27037Palavras-chave:
Diagnóstico Bucal. Biópsia. Histopatologia. Patologia Bucal. Concordância. Clínica de Ensino.Resumo
Esse artigo buscou o diagnóstico das lesões bucais representando um desafio na prática odontológica, exigindo integração entre avaliação clínica e confirmação histopatológica. O exame histopatológico é o padrão-ouro para diagnóstico definitivo, enquanto a hipótese clínica orienta a conduta inicial. Objetivo: Revisar sistematicamente as evidências científicas disponíveis sobre a concordância entre os diagnósticos clínico e histopatológico de lesões bucais em clínicas de ensino odontológico, identificando taxas de concordância, fatores associados às discordâncias e implicações para a formação profissional. Métodos: Revisão de literatura realizada nas bases de dados BVS, PubMed e SciELO, incluindo estudos retrospectivos e transversais publicados entre 1990 e 2025, que avaliaram concordância diagnóstica em clínicas odontológicas e de ensino. Resultados: As taxas de concordância variaram entre 44% e 94%, com a maioria situando-se entre 50% e 80%. Os processos proliferativos não neoplásicos foram os diagnósticos histopatológicos mais frequentes. A maior discordância foi observada em lesões potencialmente malignas e neoplasias. O índice Kappa variou de 0,03 (concordância mínima) a 0,75 (concordância substancial). Conclusão: A concordância clínico-histopatológica nas clínicas de ensino apresenta variação considerável, evidenciando a necessidade de biópsia e exame histopatológico como etapas essenciais do processo diagnóstico. O aprimoramento da formação em semiologia, estomatologia e patologia bucal contribui diretamente para maior acurácia diagnóstica.
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