INDICAÇÕES ATUAIS DA HISTERECTOMIA EM DOENÇAS BENIGNAS: TENDÊNCIAS E CONTROVÉRSIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31972Palavras-chave:
Histerectomia, Hospitais de Ensino, Doenças dos Genitais Femininos, Procedimentos cirúrgicos em ginecologiaResumo
A histerectomia constitui um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados na prática ginecológica, sendo amplamente utilizada no tratamento de diversas doenças benignas que comprometem a qualidade de vida das mulheres. Apesar de sua eficácia como tratamento definitivo, o desenvolvimento de terapias conservadoras e técnicas minimamente invasivas tem gerado discussões acerca de suas indicações atuais e da necessidade de individualização terapêutica. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre as principais indicações da histerectomia em doenças benignas, bem como discutir as tendências contemporâneas e controvérsias relacionadas à sua realização. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura conduzida nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores relacionados à histerectomia, miomatose uterina, adenomiose, sangramento uterino anormal, endometriose e prolapso de órgãos pélvicos. Foram incluídos estudos publicados entre 2021 e 2026, disponíveis na íntegra e compatíveis com os critérios de elegibilidade estabelecidos. Os resultados demonstraram que a miomatose uterina sintomática permanece como a principal indicação para histerectomia, seguida pela adenomiose, sangramento uterino anormal refratário, endometriose profunda e prolapso de órgãos pélvicos. Observou-se também uma crescente adoção das abordagens minimamente invasivas, especialmente laparoscópicas e robóticas, associadas à redução da morbidade e do tempo de recuperação. Entre as principais controvérsias identificadas destacam-se a preservação uterina em casos selecionados, a escolha da via cirúrgica, a preservação ovariana e o impacto do procedimento na qualidade de vida e função sexual. Conclui-se que a histerectomia permanece uma importante opção terapêutica para doenças ginecológicas benignas, porém sua indicação deve ser fundamentada em critérios clínicos individualizados, considerando as características da paciente, as alternativas terapêuticas disponíveis e as evidências científicas mais recentes.
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