ZUMBIDO CRÔNICO: ATUALIZAÇÃO SOBRE FISIOPATOLOGIA, AVALIAÇÃO CLÍNICA E EVIDÊNCIAS TERAPÊUTICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31675Palavras-chave:
Zumbido, Perda auditiva, Terapia cognitivo-comportamentalResumo
O zumbido é a percepção de som sem fonte sonora externa e afeta cerca de 14% dos adultos no mundo, com impacto relevante sobre o sono, a concentração, o humor e a qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências atuais sobre epidemiologia, fisiopatologia, avaliação clínica e tratamento do zumbido crônico em adultos. Trata-se de revisão narrativa, estruturada segundo a escala SANRA, com buscas nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Cochrane, priorizando diretrizes de prática clínica, revisões sistemáticas e estudos de grande porte. A perda auditiva é o principal fator de risco, e o modelo fisiopatológico mais aceito envolve plasticidade mal-adaptativa do sistema nervoso central após a redução da entrada coclear. A avaliação baseia-se na anamnese, na audiometria e em questionários validados, com exames de imagem reservados a apresentações atípicas. A terapia cognitivo-comportamental apresenta a evidência mais consistente para reduzir o impacto do zumbido, e a amplificação sonora é indicada quando há perda auditiva associada. Antidepressivos, anticonvulsivantes, betaistina e Ginkgo biloba não demonstraram benefício, e as técnicas de neuromodulação permanecem experimentais. Conclui-se que o manejo deve ser multiprofissional e centrado no aconselhamento, evitando-se tratamentos sem respaldo científico.
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