PERDA DE MASSA MUSCULAR APÓS INTERNAÇÃO EM UTI: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O IMPACTO NA RECUPERAÇÃO DO PACIENTE CRÍTICO E A EFICÁCIA DAS ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31613Palavras-chave:
Unidades de Terapia Intensiva, Sarcopenia, Terapia Nutricional, Reabilitação, Fraqueza MuscularResumo
Introdução: A internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) resulta em severa perda de massa muscular e incapacidade funcional persistente. Objetivo: Analisar o impacto da doença crítica na musculatura e na funcionalidade de sobreviventes de UTI, integrando um relato de experiência multidisciplinar aos achados de uma revisão sistemática sobre estratégias nutricionais e de reabilitação. Métodos: Estudo de abordagem mista que correlacionou a prática assistencial a uma revisão sistemática de 12 artigos primários (selecionados de 33 triados), avaliados pelas ferramentas RoB 2, Newcastle-Ottawa Scale e GRADE. Resultados: A atrofia muscular ocorre de forma hiperaguda nos primeiros 7 a 10 dias de UTI (10% a 30%), acompanhada de elevada prevalência de mioesteatose (83,7%) e fraqueza adquirida na UTI. A oferta proteica elevada (1,5 a 2,2 g/kg/dia) e a suplementação com β-hidroxi-β-metilbutirato (HMB), proteína do soro do leite e aminoácidos atenuaram a proteólise e reduziram o tempo de ventilação mecânica. Contudo, a recuperação funcional dependeu da sinergia obrigatória entre o aporte hiperproteico e o exercício físico ativo (cicloergometria). Conclusão: A reversão da sarcopenia secundária e a restauração da autonomia física em sobreviventes de UTI exigem a implementação de protocolos assistenciais integrados de terapia nutricional hiperproteica e reabilitação motora precoce.
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