SÍNDROME DE WERNICKE–KORSAKOFF COMO CAUSA NEGLIGENCIADA DE DELIRIUM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: FISIOPATOLOGIA DO ÁLCOOL E DA DEFICIÊNCIA DE TIAMINA NO DELIRIUM EM PACIENTES CRÍTICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24274Palavras-chave:
Encefalopatia de Wernicke. Tiamina. Delirium. Unidades de Terapia Intensiva. Alcoolismo.Resumo
Introdução: O delirium em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma disfunção cerebral aguda com alto impacto na mortalidade. A Síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK), decorrente da deficiência de tiamina (vitamina B1), é uma causa frequentemente negligenciada e subdiagnosticada nesse cenário. Objetivo: Analisar a SWK como causa de delirium em pacientes críticos, investigando a fisiopatologia da deficiência de tiamina e a influência do álcool. Métodos: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS, BVS e UpToDate, abrangendo publicações entre 2020 e 2026. Foram selecionados 45 registros para análise. Resultados: A prevalência da deficiência de tiamina em pacientes críticos chega a 30%, sendo exacerbada por sepse e etilismo crônico, que altera transportadores cerebrais (THTR-2). Doses inferiores a 500mg IV três vezes ao dia mostram-se insuficientes na vigência de neuroinflamação. O uso de glicose sem reposição prévia de tiamina configura risco iatrogênico grave. Discussão: A SWK deve ser tratada como emergência metabólica. A baixa sensibilidade da tríade clínica clássica exige alto índice de suspeição e tratamento empírico. A suplementação precoce apresenta excelente relação custo-benefício e segurança neuroprotetora. Conclusão: A mitigação do delirium nutricional requer protocolos de reposição agressiva e integração entre nutrologia e medicina intensiva para prevenir sequelas neurológicas permanentes e demência pós-UTI.
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