PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À ANEMIA FERROPRIVA EM MULHERES EM IDADE FÉRTIL: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31611Palavras-chave:
Anemia Ferropriva, Mulheres em Idade Fértil, Prevalência, Fatores Associados, Revisão da LiteraturaResumo
Introdução: A anemia ferropriva (AF) é a forma mais comum de anemia no mundo e representa um grave problema de saúde pública, sobretudo entre mulheres em idade fértil (15 a 49 anos), nas quais compromete a produção de hemoglobina, a oxigenação tecidual, a qualidade de vida, a produtividade e os desfechos gestacionais. Objetivo: Reunir e discutir, por meio de revisão bibliográfica, as evidências disponíveis sobre a prevalência e os fatores associados à anemia ferropriva em mulheres em idade fértil, com ênfase no contexto brasileiro e amazônico. Metodologia: Revisão bibliográfica de caráter narrativo, baseada em artigos, diretrizes, dissertações e revisões publicados entre 2019 e 2026, em português, inglês ou espanhol, localizados nas bases Scopus, LILACS, PubMed/MEDLINE e BVS, complementada por estudos anteriores relevantes, sobretudo amazônicos. Resultados e discussão: A literatura aponta prevalência global de anemia, de qualquer causa, em torno de 30% entre mulheres não gestantes e 36% entre gestantes. No Brasil, a última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) estimou 29,4% de anemia em mulheres de 15 a 49 anos, e uma metanálise estimou cerca de 25% de anemia ferropriva, com valores mais elevados nas regiões Norte e Nordeste e entre indígenas. Não foram localizadas estimativas populacionais recentes para o Amazonas ou para Manaus. Os principais fatores associados são o sangramento menstrual intenso, as perdas obstétricas, a baixa ingestão de ferro heme, o consumo de café e chá junto às refeições, as parasitoses intestinais e a vulnerabilidade socioeconômica; a multiparidade associou-se à anemia em mulheres indígenas. Há debate relevante sobre os pontos de corte de ferritina: estudos fisiológicos apontam limiar próximo de 25 µg/L, contra 15 µg/L da OMS, o que amplia sobretudo a deficiência de ferro sem anemia. Considerações finais: A AF em mulheres em idade fértil é multifatorial e exige avaliação laboratorial conjunta; sugerem-se ações de educação nutricional, suplementação e acompanhamento contínuo, e são necessários mais estudos regionais na Amazônia.
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