EPIDEMIOLOGIA DOS MIOMAS UTERINOS: ASPECTOS HISTOLÓGICOS, DIAGNÓSTICOS E PREVALÊNCIA EM MULHERES EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26853Palavras-chave:
Leiomioma Uterino. Epidemiologia. Diagnóstico. Prevalência. Disparidades em Saúde.Resumo
Os miomas uterinos representam problema de saúde pública de magnitude expressiva, afetando 20% a 80% de mulheres em idade reprodutiva. No Brasil, registraram-se 409.502 internações entre 2019 e 2023, com aumento de 32%, concentrando-se no Nordeste (42,2%) e afetando predominantemente mulheres pardas (54,2%). Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos miomas uterinos, caracterizando aspectos histológicos, métodos diagnósticos e prevalência conforme faixa etária, subsidiando estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento. Para isso, adotou-se revisão integrativa de publicações indexadas em PubMed, LILACS, SciELO e BVS (2020-2026). Os resultados demonstraram que a prevalência aumenta progressivamente com idade, atingindo pico entre 40 a 49 anos (19,68%). Disparidades raciais evidenciam que mulheres negras apresentam risco de 2 a 3 vezes maior. Aspectos histológicos revelam heterogeneidade morfológica, com mutações MED12 em ~70% dos casos, além de alterações em HMGA2, FH e COL4A5-COL4A6. A ultrassonografia transvaginal constitui método diagnóstico de primeira escolha (custo-efetivo), complementado por ressonância magnética em casos complexos. Fatores de risco modificáveis incluem menarca precoce, obesidade, deficiência de vitamina D e exposição a disruptores endócrinos (BPA, BPS, BPAF). Conclui-se que os miomas uterinos exigem rastreamento ativo na atenção primária, protocolos diagnósticos padronizados, intervenções educativas para populações vulneráveis e abordagem multidisciplinar coordenada.
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