TENDÊNCIA TEMPORAL E CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICAS DA TUBERCULOSE EM ALAGOAS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31603Palavras-chave:
Tuberculose, Indicadores Básicos de Saúde, Estudos de Séries TemporaisResumo
A tuberculose, doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, permanece entre as principais causas de morte por agente infeccioso único no mundo. Objetivou-se analisar a tendência temporal e as características clínico-epidemiológicas da tuberculose em Alagoas, Brasil, de 2015 a 2024. Trata-se de estudo ecológico, descritivo e de série temporal, com dados do SINAN e estimativas populacionais do IBGE/DATASUS. Os casos e as taxas de incidência seguiram o indicador 3.3.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e a tendência foi avaliada por regressão de Prais-Winsten. Foram registrados 10.254 casos, com taxa de incidência de 31,98 por 100 mil habitantes, maior em 2018 (36,00) e menor em 2020 (27,31). Predominaram o sexo masculino (64,37%), a faixa de 20 a 39 anos (39,66%), a raça/cor parda (66,54%) e a residência na 1ª Região de Saúde (56,71%). A forma pulmonar (83,46%), os casos novos (93,59%) e a cura (62,49%) foram mais frequentes; o abandono do tratamento alcançou 10,02%, e 39,88% dos casos não tiveram confirmação laboratorial. Os maiores coeficientes de incidência ocorreram no sexo masculino, na faixa de 40 a 59 anos e na 1ª Região de Saúde. A incidência foi estacionária no estado (VPA=+0,3%; IC95%: −2,8; 3,4; p=0,844; DW=1,492) e em todas as estratificações. Conclui-se que a tuberculose permanece um relevante problema de saúde pública em Alagoas, sem redução da incidência na última década e com distribuição desigual entre grupos populacionais e territórios, o que reforça a necessidade de fortalecer a vigilância e o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
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