ANÁLISE DOS PRINCIPAIS AVANÇOS E LIMITAÇÕES DA VIROTERAPIA ONCOLÍTICA APLICADOS AO TRATAMENTO DO GLIOBLASTOMA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31567Palavras-chave:
Imunossupressão, Tumor cerebral, Terapia viral oncolíticaResumo
O glioblastoma (GBM) é o tumor cerebral primário mais agressivo em adultos, cuja resistência terapêutica está associada à heterogeneidade tumoral, às células-tronco de glioma, ao microambiente imunossupressor e à barreira hematoencefálica. A viroterapia oncolítica utiliza vírus geneticamente modificados para destruir seletivamente células tumorais e estimular a resposta imune antitumoral. O estudo teve como objetivo analisar os avanços e as limitações da viroterapia oncolítica como alternativa terapêutica para o glioblastoma. Realizou-se uma revisão sistemática de artigos publicados entre 2021 e 2026, nas bases PubMed e ScienceDirect, em português e inglês, sobre viroterapia oncolítica, medicina de precisão e engenharia genética aplicadas ao GBM. Os resultados apontaram avanços na engenharia de vetores virais e no desenvolvimento de terapias combinadas, especialmente com inibidores de checkpoint imunológico, para intensificar a resposta antitumoral. As principais limitações envolveram a dificuldade de entrega dos vetores ao tecido tumoral, imposta pela barreira hematoencefálica, e a variabilidade molecular entre pacientes, que compromete a uniformidade da resposta imunológica. Concluiu-se que a viroterapia oncolítica apresentou potencial terapêutico, embora sua aplicação clínica ampliada ainda dependa da superação de barreiras farmacocinéticas e imunológicas.
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