ENCEFALITE VIRAL EM CRIANÇAS NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E TENDÊNCIAS REGIONAIS DE 2015 A 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25801Palavras-chave:
Encefalite viral. Epidemiologia. Saúde pública.Resumo
A encefalite viral corresponde à inflamação do parênquima cerebral, associada a elevada morbimortalidade na infância e risco de sequelas neurológicas permanentes. Este estudo analisou o perfil epidemiológico, os desfechos clínicos e o impacto econômico das internações por encefalite viral em crianças de 0 a 9 anos no Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, abrangendo todas as regiões do país. Avaliaram-se variáveis sociodemográficas, internações, custos, óbitos e coeficientes de prevalência e letalidade por faixa etária e região. Foram registradas 7.066 internações, predominando crianças de 1 a 4 anos (46,4%), do sexo masculino (57,1%) e pardas. Observou-se crescimento das internações até 2019, queda em 2020–2021 e retomada a partir de 2022. O Nordeste concentrou mais internações e óbitos, enquanto o Sudeste apresentou maior custo hospitalar. O gasto total superou R$ 14,7 milhões. Ocorreram 160 óbitos, com maior letalidade em menores de 1 ano. Conclui-se que a encefalite viral permanece relevante problema de saúde pública pediátrica, com heterogeneidade regional e impacto clínico e econômico significativo, reforçando a necessidade de vigilância, prevenção e ampliação do acesso ao cuidado.
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