ENCEFALITE VIRAL EM CRIANÇAS NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E TENDÊNCIAS REGIONAIS DE 2015 A 2024

Autores

  • Livia Hoyer Garcia Miranda Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná
  • Amanda Oliveira Hoyer Faculdade Pequeno Príncipe
  • Marjorye Gabrielle Klein Ottoni Guedes Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná
  • Rafaela de Almeida Cardoso Goes Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná
  • Eduardo Aparecido da Silva Nieto Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná
  • Ivo Ilvan Kerppers Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25801

Palavras-chave:

Encefalite viral. Epidemiologia. Saúde pública.

Resumo

A encefalite viral corresponde à inflamação do parênquima cerebral, associada a elevada morbimortalidade na infância e risco de sequelas neurológicas permanentes. Este estudo analisou o perfil epidemiológico, os desfechos clínicos e o impacto econômico das internações por encefalite viral em crianças de 0 a 9 anos no Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, abrangendo todas as regiões do país. Avaliaram-se variáveis sociodemográficas, internações, custos, óbitos e coeficientes de prevalência e letalidade por faixa etária e região. Foram registradas 7.066 internações, predominando crianças de 1 a 4 anos (46,4%), do sexo masculino (57,1%) e pardas. Observou-se crescimento das internações até 2019, queda em 2020–2021 e retomada a partir de 2022. O Nordeste concentrou mais internações e óbitos, enquanto o Sudeste apresentou maior custo hospitalar. O gasto total superou R$ 14,7 milhões. Ocorreram 160 óbitos, com maior letalidade em menores de 1 ano. Conclui-se que a encefalite viral permanece relevante problema de saúde pública pediátrica, com heterogeneidade regional e impacto clínico e econômico significativo, reforçando a necessidade de vigilância, prevenção e ampliação do acesso ao cuidado.

 

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Biografia do Autor

Livia Hoyer Garcia Miranda, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Discente do curso de Medicina na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.

Amanda Oliveira Hoyer, Faculdade Pequeno Príncipe

Discente do curso de Medicina na Faculdade Pequeno Príncipe.

Marjorye Gabrielle Klein Ottoni Guedes, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Discente do curso de Medicina na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.

Rafaela de Almeida Cardoso Goes, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Discente do curso de Medicina na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.

Eduardo Aparecido da Silva Nieto, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Discente do curso de Medicina na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.

Ivo Ilvan Kerppers, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná

Docente do curso de Fisioterapia na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.

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Publicado

2026-04-16

Como Citar

Miranda, L. H. G., Hoyer, A. O., Guedes, M. G. K. O., Goes, R. de A. C., Nieto, E. A. da S., & Kerppers, I. I. (2026). ENCEFALITE VIRAL EM CRIANÇAS NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E TENDÊNCIAS REGIONAIS DE 2015 A 2024. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25801