PROMOÇÃO DA AUTONOMIA NO CUIDADO GERONTOLÓGICO: UMA SÍNTESE DAS EVIDÊNCIAS EM ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31211Palavras-chave:
Autonomia pessoal, Cuidados de enfermagem, Enfermagem geriátrica, IdosoResumo
Este artigo buscou compreender como as ações educativas, assistenciais, cognitivas e de reabilitação realizadas pela enfermagem contribuem para a promoção da autonomia, da independência, do autocuidado e da capacidade funcional da pessoa idosa. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com buscas em PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e Embase e recorte de publicação de 2021 a 2026. Foram incluídos 25 estudos, com abordagens qualitativas, observacionais, de intervenção, de revisão e teóricas. Os achados indicaram contribuições da educação em saúde, do estímulo ao autocuidado, da reabilitação, da estimulação cognitiva, da comunicação efetiva e do cuidado centrado na pessoa. Destacaram-se também as contribuições do enfermeiro de referência para a continuidade do cuidado e a transição entre hospital, atenção primária e domicílio. Sobrecarga profissional, insuficiência de capacitação, etarismo, normas institucionais rígidas e práticas restritivas foram identificados como barreiras. Conclui-se que a promoção da autonomia requer acompanhamento qualificado, planejamento individualizado e decisões compartilhadas que respeitem necessidades, preferências e capacidades. A diversidade metodológica dos estudos exige cautela na interpretação dos resultados e na sua aplicação a outros contextos assistenciais.
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