ANÁLISE REGIONAL DAS INTERNAÇÕES POR ARTRITE SÉPTICA NO BRASIL: COMPARAÇÃO ENTRE OS ESTADOS DO SUL SEGUNDO DADOS DO DATASUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30963Palavras-chave:
Artrite Séptica, Hospitalização, SIH/SUS, Estudos EcológicosResumo
A artrite séptica é uma doença infecciosa aguda caracterizada pela invasão do espaço articular por microrganismos, principalmente bactérias como Staphylococcus aureus, podendo levar à rápida destruição da cartilagem e a importantes sequelas funcionais quando não tratada precocemente. No contexto brasileiro, as desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde influenciam diretamente o diagnóstico, o manejo e os desfechos dessa condição, tornando-a um relevante problema de saúde pública. O presente estudo teve como objetivo descrever e comparar a epidemiologia das internações por artrite séptica nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no período de 2014 a 2024. Trata-se de um estudo observacional, ecológico, transversal e comparativo, de abordagem quantitativa, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, obtidos por meio do DATASUS. Foram analisadas as internações com diagnóstico principal correspondente à artrite piogênica (CID-10 M00), sendo calculadas taxas por 100.000 habitantes com base nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A análise dos dados evidenciou um total de 9.796 internações no período, com maior predominância no Rio Grande do Sul, seguido por Paraná e Santa Catarina. Após ajuste populacional, o Rio Grande do Sul manteve a maior taxa média anual, indicando maior carga relativa da doença. As diferenças observadas entre os estados sugerem influência de fatores estruturais, demográficos e assistenciais, incluindo acesso aos serviços de saúde e capacidade instalada. Em síntese, o estudo contribui para a compreensão do perfil epidemiológico da artrite séptica na região Sul do Brasil, evidenciando a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento, bem como à padronização das condutas clínicas, visando à redução da morbimortalidade associada à doença.
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