ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS COMO FONTE POTENCIAL DE EXPOSIÇÃO AO BISFENOL A DURANTE A GESTAÇÃO E POSSÍVEIS REPERCUSSÕES MATERNO-FETAIS: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30824Palavras-chave:
bisfenol A. alimentos ultraprocessados, Gestação, saúde materno-fetal, desregulador endócrinoResumo
O estudo objetivou analisar as evidências acerca da associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados como fonte de exposição ao bisfenol A (BPA) durante a gestação e impactos à saúde materno-fetal. Foi realizada revisão bibliográfica exploratória, com abordagem qualitativa, em bases de dados PubMed e Google Acadêmico, abril a julho de 2026. Foram selecionados 27 artigos, entre 2015 e 2026, idiomas inglês, português e espanhol, envolvendo população humana. Os resultados revelam que 90% da exposição ao BPA ocorre por meio da alimentação, com destaque para alimentos enlatados e produtos embalados em plásticos. A contaminação acontece quando o BPA migra para os alimentos, sendo intensificada por condições como temperaturas e desgaste dos recipientes. Bisfenol S (BPS) e bisfenol F (BPF) que substituem o BPA em produtos BPA-free, demonstraram riscos de desregulação endócrina. O BPA demonstrou capacidade de atravessar a barreira placentária durante a gestação, está associado a desfechos, como restrição do crescimento, baixo peso ao nascer, parto prematuro e alterações na programação metabólica fetal. Conclui-se que a frequência do consumo de alimentos ultraprocessados durante o período gestacional pode representar uma via de exposição ao BPA, reforçando a importância do nutricionista, baseado na orientação de alimentos in natura e minimamente processados.
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