MANEJO ANESTÉSICO DA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE: ESTRATÉGIAS PARA CONTROLE HEMODINÂMICO, SEGURANÇA DA VIA AÉREA E PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES MATERNAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30660Palavras-chave:
Pré-eclâmpsia grave. Anestesia obstétrica. Anestesia neuraxial. Via aérea. Hemodinâmica. Sulfato de magnésio.Resumo
A pré-eclâmpsia grave representa uma das principais condições obstétricas associadas à morbimortalidade materna, especialmente quando acompanhada por hipertensão grave, disfunção neurológica, renal, hepática, hematológica, cardiovascular ou pulmonar. O manejo anestésico exige avaliação individualizada e integração entre obstetrícia, anestesiologia, terapia intensiva e neonatologia. Este estudo teve como objetivo analisar as principais estratégias anestésicas empregadas na assistência à gestante com pré-eclâmpsia grave, com ênfase no controle hemodinâmico, na segurança da via aérea e na prevenção de complicações maternas. Foi realizada revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, SciELO e Embase, utilizando descritores relacionados à pré-eclâmpsia, anestesia obstétrica, hipertensão grave, via aérea, anestesia neuraxial, sulfato de magnésio e monitorização hemodinâmica. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e análise de pertinência, 32 estudos e documentos científicos foram utilizados na síntese final, priorizando publicações entre 2020 e 2026. As evidências indicam que a anestesia neuraxial permanece uma estratégia importante quando não existem contraindicações relacionadas à coagulação ou à condição clínica materna, enquanto a anestesia geral apresenta desafios relacionados à intubação, edema de via aérea e resposta hipertensiva à laringoscopia. O controle rigoroso da pressão arterial, a utilização apropriada de vasopressores, a administração criteriosa de fluidos, a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e a avaliação individualizada da coagulação são componentes essenciais da assistência. Conclui-se que o planejamento anestésico precoce e multidisciplinar é fundamental para reduzir eventos cerebrovasculares, cardiovasculares, respiratórios e hemorrágicos e melhorar a segurança materna e fetal.
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