MANEJO ANESTÉSICO DA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE: ESTRATÉGIAS PARA CONTROLE HEMODINÂMICO, SEGURANÇA DA VIA AÉREA E PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES MATERNAS

Autores

  • Andréia Aguiar Barros UFAC
  • Andressa Araújo dos Santos Albernaz Fleury UNIRV
  • Valéria Rosa Gonçalves Faculdade de Medicina de Acailandia

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30660

Palavras-chave:

Pré-eclâmpsia grave. Anestesia obstétrica. Anestesia neuraxial. Via aérea. Hemodinâmica. Sulfato de magnésio.

Resumo

A pré-eclâmpsia grave representa uma das principais condições obstétricas associadas à morbimortalidade materna, especialmente quando acompanhada por hipertensão grave, disfunção neurológica, renal, hepática, hematológica, cardiovascular ou pulmonar. O manejo anestésico exige avaliação individualizada e integração entre obstetrícia, anestesiologia, terapia intensiva e neonatologia. Este estudo teve como objetivo analisar as principais estratégias anestésicas empregadas na assistência à gestante com pré-eclâmpsia grave, com ênfase no controle hemodinâmico, na segurança da via aérea e na prevenção de complicações maternas. Foi realizada revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, SciELO e Embase, utilizando descritores relacionados à pré-eclâmpsia, anestesia obstétrica, hipertensão grave, via aérea, anestesia neuraxial, sulfato de magnésio e monitorização hemodinâmica. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e análise de pertinência, 32 estudos e documentos científicos foram utilizados na síntese final, priorizando publicações entre 2020 e 2026. As evidências indicam que a anestesia neuraxial permanece uma estratégia importante quando não existem contraindicações relacionadas à coagulação ou à condição clínica materna, enquanto a anestesia geral apresenta desafios relacionados à intubação, edema de via aérea e resposta hipertensiva à laringoscopia. O controle rigoroso da pressão arterial, a utilização apropriada de vasopressores, a administração criteriosa de fluidos, a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e a avaliação individualizada da coagulação são componentes essenciais da assistência. Conclui-se que o planejamento anestésico precoce e multidisciplinar é fundamental para reduzir eventos cerebrovasculares, cardiovasculares, respiratórios e hemorrágicos e melhorar a segurança materna e fetal.

0 0

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Andréia Aguiar Barros, UFAC

    Médico. Universidade Federal do Acre / UFAC.

  • Andressa Araújo dos Santos Albernaz Fleury, UNIRV

    Médica. UNIRV - Aparecida de Goiânia.

  • Valéria Rosa Gonçalves, Faculdade de Medicina de Acailandia

    Acadêmica de Medicina, Faculdade de Medicina de Acailandia – MA.

Downloads

Publicado

2026-09-24

Como Citar

Barros, A. A., Fleury, A. A. dos S. A., & Gonçalves, V. R. (2026). MANEJO ANESTÉSICO DA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE: ESTRATÉGIAS PARA CONTROLE HEMODINÂMICO, SEGURANÇA DA VIA AÉREA E PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES MATERNAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30660

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

1-10 de 50

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.