ESTENOSE SUBGLÓTICA E ANESTESIA GERAL: DESAFIOS DO ANESTESISTA – RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.24647Palavras-chave:
Estenose Subglótica. Anestesia Geral. Intubação traqueal.Resumo
Este artigo teve como objetivo relatar a abordagem anestésica invasiva da via aérea em uma paciente com estenose subglótica grau I, submetida à intubação orotraqueal acordada sob sedação com dexmedetomidina, destacando os desafios enfrentados pelo anestesiologista, as estratégias adotadas para o manejo seguro da via aérea e a importância do planejamento anestésico individualizado em pacientes com risco de via aérea difícil submetidos à anestesia geral. Trata-se de um relato de caso, de caráter descritivo e observacional, desenvolvido a partir da assistência anestésica prestada em ambiente hospitalar, com coleta de dados por meio da análise do prontuário eletrônico e acompanhamento do procedimento anestésico. A abordagem incluiu sedação consciente com dexmedetomidina, anestesia tópica da via aérea e utilização de videolaringoscopia para a realização da intubação orotraqueal acordada. Os resultados demonstraram sucesso na intubação, sem intercorrências, trauma de vias aéreas ou instabilidade hemodinâmica, com manutenção da ventilação espontânea. O procedimento cirúrgico transcorreu sem complicações anestésicas, com reversão do bloqueio neuromuscular e extubação segura em sala operatória. Conclui-se que a intubação orotraqueal acordada, associada à sedação com dexmedetomidina, anestesia tópica da via aérea e uso da videolaringoscopia, constitui estratégia segura e eficaz no manejo da via aérea em pacientes com estenose subglótica leve.
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