A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA E MORTALIDADE MATERNA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28196Palavras-chave:
Pré-eclâmpsia. Assistência de enfermagem. Mortalidade materna.Resumo
Este estudo analisa a influência da pré-eclâmpsia na mortalidade materna e sua incidência entre gestantes. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada no Google Acadêmico, selecionando artigos publicados em português. A análise seguiu os preceitos de Whittemore e Knafl e Webster e Watson para garantir rigor científico e organização temática. Os resultados e a discussão foram estruturados em três categorias, evidenciando que a pré-eclâmpsia é condicionada pelo desequilíbrio angiogênico e por fatores como idade avançada, obesidade e trombofilias. Os achados confirmam nexo causal com a prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e riscos cardiovasculares futuros. No manejo clínico, ratificou-se o uso do sulfato de magnésio como padrão-ouro e a quimioprofilaxia precoce com ácido acetilsalicílico e cálcio. Todavia, a persistência da mortalidade materna no Brasil decorre de falhas na implementação de diretrizes e na lentidão regulatória para a atenção terciária, além de alarmantes disparidades raciais e iniquidades estruturais no acolhimento do Sistema Único de Saúde. Conclui-se que o enfermeiro exerce papel estratégico na vigilância epidemiológica e na detecção precoce de agravos por meio de consultas pré-natais sistemáticas e ações contínuas de educação em saúde direcionadas ao autocuidado. O fortalecimento da prática de enfermagem baseada em evidências e o enfrentamento dos nós críticos de gestão são indispensáveis para garantir a equidade na assistência obstétrica e reduzir desfechos materno-fetais adversos.
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