A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA E MORTALIDADE MATERNA

Autores

  • Micaella Magalhães Lima UNIG
  • Raquel Daiane Pereira da Silva UNIG
  • Wanderson Alves Ribeiro UNIG
  • Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa UERJ
  • Ana Teresa Ferreira de Souza UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28196

Palavras-chave:

Pré-eclâmpsia. Assistência de enfermagem. Mortalidade materna.

Resumo

Este estudo analisa a influência da pré-eclâmpsia na mortalidade materna e sua incidência entre gestantes. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada no Google Acadêmico, selecionando artigos publicados em português. A análise seguiu os preceitos de Whittemore e Knafl e Webster e Watson para garantir rigor científico e organização temática. Os resultados e a discussão foram estruturados em três categorias, evidenciando que a pré-eclâmpsia é condicionada pelo desequilíbrio angiogênico e por fatores como idade avançada, obesidade e trombofilias. Os achados confirmam nexo causal com a prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e riscos cardiovasculares futuros. No manejo clínico, ratificou-se o uso do sulfato de magnésio como padrão-ouro e a quimioprofilaxia precoce com ácido acetilsalicílico e cálcio. Todavia, a persistência da mortalidade materna no Brasil decorre de falhas na implementação de diretrizes e na lentidão regulatória para a atenção terciária, além de alarmantes disparidades raciais e iniquidades estruturais no acolhimento do Sistema Único de Saúde. Conclui-se que o enfermeiro exerce papel estratégico na vigilância epidemiológica e na detecção precoce de agravos por meio de consultas pré-natais sistemáticas e ações contínuas de educação em saúde direcionadas ao autocuidado. O fortalecimento da prática de enfermagem baseada em evidências e o enfrentamento dos nós críticos de gestão são indispensáveis para garantir a equidade na assistência obstétrica e reduzir desfechos materno-fetais adversos.

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Biografia do Autor

  • Micaella Magalhães Lima, UNIG

    Acadêmico do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Raquel Daiane Pereira da Silva, UNIG

    Acadêmico do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Wanderson Alves Ribeiro, UNIG

    Enfermeiro. Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Ciências do Cuidado em Saúde pela Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense (EEAAC/UFF). Docente do curso de Graduação em Enfermagem. Professor dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Enfermagem em Neonatologia e Pediatria; Enfermagem em Obstetrícia; Enfermagem em Emergência e Terapia Intensiva; Fisioterapia em Terapia Intensiva; e Fisioterapia em Neonatologia e Pediatria. Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Vigilância em Saúde da Universidade Iguaçu (UNIG). 

  • Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa, UERJ

    Enfermeira Especialista em Saúde da Família pela UERJ / Urgência e Emergência pela UNINTER / Enfermagem Obstétrica pela FABA / Enfermagem do Trabalho pela UNINTER/ MBA Executivo em Gestão em Saúde pela UCAM / Mestre em Ciências Médicas pela UFF.

  • Ana Teresa Ferreira de Souza, UNIG

    Enfermeira Especialista em Gestão Hospitalar e Enfermagem do Trabalho. Mestrado Profissional pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Docente na Graduação de Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG) e Augusto Motta (UNISUAM). Enfermeira Estatutária aposentada pela Secretaria Estadual de Saúde do RJ (SES-RJ).

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Lima, M. M., Silva, R. D. P. da, Ribeiro, W. A., Póvoa, F. C. C., & Souza, A. T. F. de. (2026). A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA E MORTALIDADE MATERNA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 4(01), 1-21. https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28196