PRESERVAÇÃO DA MASSA MUSCULAR DURANTE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA OBESIDADE: O IMPACTO DAS TERAPIAS INCRETÍNICAS SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL E O RISCO DE SARCOPENIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30658Palavras-chave:
Obesidade. Semaglutida. Tirzepatida. Massa muscular. Massa magra. Sarcopenia.Resumo
A obesidade é uma doença crônica associada ao excesso de adiposidade e a alterações metabólicas, funcionais e inflamatórias que podem comprometer progressivamente a composição corporal. A introdução de terapias farmacológicas baseadas em incretinas, especialmente os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) e os agonistas duplos GLP-1/GIP, modificou significativamente o tratamento da obesidade ao proporcionar reduções ponderais expressivas. Entretanto, parte da perda de peso pode ocorrer às custas de massa magra, levantando preocupações quanto à preservação da musculatura e ao risco de sarcopenia, particularmente em indivíduos idosos ou clinicamente vulneráveis. O objetivo deste estudo foi analisar as alterações da composição corporal associadas ao tratamento farmacológico da obesidade com terapias incretínicas, com ênfase na preservação da massa muscular e nos fatores capazes de modificar esse processo. Foi realizada revisão integrativa da literatura, contemplando publicações entre 2020 e 2026, com buscas em bases biomédicas e científicas utilizando descritores relacionados a obesidade, agonistas de GLP-1, tirzepatida, semaglutida, massa magra, massa muscular, composição corporal e sarcopenia. A literatura demonstra que semaglutida e tirzepatida promovem importante redução de gordura corporal, acompanhada por redução de massa magra. Entretanto, a massa magra não deve ser interpretada como sinônimo de músculo esquelético, pois inclui água, órgãos e outros tecidos não adiposos. Evidências recentes também indicam que treinamento resistido e adequada ingestão proteica podem atenuar a perda de tecido magro durante o emagrecimento. Conclui-se que o tratamento farmacológico da obesidade deve ultrapassar a perspectiva exclusivamente ponderal, incorporando avaliação periódica da composição corporal, força muscular, ingestão proteica e atividade física, especialmente em pacientes com maior risco de sarcopenia.
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