PRESERVAÇÃO DA MASSA MUSCULAR DURANTE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA OBESIDADE: O IMPACTO DAS TERAPIAS INCRETÍNICAS SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL E O RISCO DE SARCOPENIA

Autores

  • Cíntia Rodrigues de Azevedo UNIGRANRIO
  • Caio Lima Adário UFJF
  • Gabriel Ferreira Lopes UFJ
  • Letícia Assunção Corrêa UNA
  • Pedro Henrique de Campos Lico AFYA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30658

Palavras-chave:

Obesidade. Semaglutida. Tirzepatida. Massa muscular. Massa magra. Sarcopenia.

Resumo

A obesidade é uma doença crônica associada ao excesso de adiposidade e a alterações metabólicas, funcionais e inflamatórias que podem comprometer progressivamente a composição corporal. A introdução de terapias farmacológicas baseadas em incretinas, especialmente os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) e os agonistas duplos GLP-1/GIP, modificou significativamente o tratamento da obesidade ao proporcionar reduções ponderais expressivas. Entretanto, parte da perda de peso pode ocorrer às custas de massa magra, levantando preocupações quanto à preservação da musculatura e ao risco de sarcopenia, particularmente em indivíduos idosos ou clinicamente vulneráveis. O objetivo deste estudo foi analisar as alterações da composição corporal associadas ao tratamento farmacológico da obesidade com terapias incretínicas, com ênfase na preservação da massa muscular e nos fatores capazes de modificar esse processo. Foi realizada revisão integrativa da literatura, contemplando publicações entre 2020 e 2026, com buscas em bases biomédicas e científicas utilizando descritores relacionados a obesidade, agonistas de GLP-1, tirzepatida, semaglutida, massa magra, massa muscular, composição corporal e sarcopenia. A literatura demonstra que semaglutida e tirzepatida promovem importante redução de gordura corporal, acompanhada por redução de massa magra. Entretanto, a massa magra não deve ser interpretada como sinônimo de músculo esquelético, pois inclui água, órgãos e outros tecidos não adiposos. Evidências recentes também indicam que treinamento resistido e adequada ingestão proteica podem atenuar a perda de tecido magro durante o emagrecimento. Conclui-se que o tratamento farmacológico da obesidade deve ultrapassar a perspectiva exclusivamente ponderal, incorporando avaliação periódica da composição corporal, força muscular, ingestão proteica e atividade física, especialmente em pacientes com maior risco de sarcopenia.

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Biografia do Autor

  • Cíntia Rodrigues de Azevedo, UNIGRANRIO

    Médica, UNIGRANRIO.

  • Caio Lima Adário, UFJF

    Médico, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

  • Gabriel Ferreira Lopes, UFJ

    Médico, UFJ (Universidade Federal de Jatai).

  • Letícia Assunção Corrêa, UNA

    Academica de Medicina, Faculdade de Medicina  UNA - Campus Tucuruí-PA.

  • Pedro Henrique de Campos Lico, AFYA

    Médico. Afya Palmas, Tocantins, Palmas -TO.

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Publicado

2026-09-24

Como Citar

Azevedo, C. R. de, Adário, C. L., Lopes, G. F., Corrêa, L. A., & Lico, P. H. de C. (2026). PRESERVAÇÃO DA MASSA MUSCULAR DURANTE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA OBESIDADE: O IMPACTO DAS TERAPIAS INCRETÍNICAS SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL E O RISCO DE SARCOPENIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30658

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