O AUMENTO DE DIAGNÓSTICOS DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: TRANSTORNO NEUROBIOLÓGICO PRIMÁRIO OU MIMETISMO COMPORTAMENTAL PELO USO EXCESSIVO DE TELAS?
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30512Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Tempo de tela. Primeira infância.Resumo
O crescimento da prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) coincide com o aumento do uso de dispositivos eletrônicos pela população infantil. As possíveis consequências do uso de telas no neurodesenvolvimento estão associadas a um mimetismo comportamental do TEA, fator de confusão diagnóstica. Assim, este estudo visa analisar os sinais sugestivos de TEA em relação ao tempo de exposição às telas, estabelecendo critérios clínicos que diferenciam o transtorno primário do mimetismo comportamental. A metodologia abrange uma revisão bibliográfica, realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE e na Biblioteca Virtual em Saúde (SciELO e LILACS). Dos 85 artigos encontrados, selecionaram-se os publicados nos últimos 5 anos, nos idiomas inglês e português e com texto completo gratuito. Excluíram-se os estudos duplicados e que não abordaram a temática proposta. Selecionaram-se 21 artigos para análise. Os resultados apontaram que a superexposição digital provoca comportamentos semelhantes ao transtorno e gera falsos-positivos nas triagens, tornando o “desmame digital” uma conduta para assegurar um diagnóstico diferencial preciso. Por outro lado, limitações metodológicas e viés de memória dificultam a relação de causa e efeito. Portanto, são necessários estudos longitudinais e padronização de variáveis para estabelecer a correlação entre os efeitos da exposição às telas no desenvolvimento infantil.
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