EXPOSIÇÃO EXCESSIVA A TELAS NA FASE PRÉ-ESCOLAR: ANÁLISE DA RELAÇÃO COM SINAIS E SINTOMAS COMPATÍVEIS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26438Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Tempo de Tela. Neurodesenvolvimento.Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Diante do aumento do tempo de exposição digital na infância, este estudo objetivou compreender de que forma a exposição excessiva a telas na fase pré-escolar pode influenciar o desenvolvimento de sinais e sintomas compatíveis com o TEA, a fim de subsidiar estratégias preventivas. Para tanto, investigaram-se os efeitos da exposição precoce e prolongada a dispositivos digitais sobre o neurodesenvolvimento, caracterizaram-se os mecanismos neurobiológicos potencialmente afetados pela redução das interações sociais reais e propuseram-se estratégias de prevenção voltadas ao uso de tecnologias por crianças em idade pré-escolar. Trata-se de uma revisão de literatura conduzida conforme o protocolo PRISMA, com caráter qualitativo. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Portal de Periódicos CAPES, com filtro temporal de 2020 a 2025, utilizando os descritores "Autismo", "Tempo de Tela" e "Desenvolvimento Infantil" combinados com operadores booleanos. Foram incluídos 20 artigos após triagem por dois avaliadores independentes. Os resultados evidenciaram que a exposição excessiva a telas está associada a prejuízos em linguagem, atenção, socialização e desenvolvimento psicomotor, especialmente quando substitui interações humanas reais. Embora não haja evidência de causalidade direta entre tempo de tela e TEA, os dados indicam que o uso desregulado de dispositivos digitais pode funcionar como fator agravante ou desencadeador em crianças com predisposição genética. Conclui-se que a limitação do tempo de tela, aliada ao fortalecimento das interações presenciais e à orientação de famílias e profissionais, constitui estratégia central de prevenção.
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