EXPOSIÇÃO EXCESSIVA A TELAS NA FASE PRÉ-ESCOLAR: ANÁLISE DA RELAÇÃO COM SINAIS E SINTOMAS COMPATÍVEIS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Autores

  • Milena Nunes Chaves da Fé de Jesus Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Gustavo Túlio Lima de Brito Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna https://orcid.org/0009-0001-0468-9744
  • Misael Felipe Santana Alves da Silva Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Evelin Santos Oliveira Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26438

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista. Tempo de Tela. Neurodesenvolvimento.

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Diante do aumento do tempo de exposição digital na infância, este estudo objetivou compreender de que forma a exposição excessiva a telas na fase pré-escolar pode influenciar o desenvolvimento de sinais e sintomas compatíveis com o TEA, a fim de subsidiar estratégias preventivas. Para tanto, investigaram-se os efeitos da exposição precoce e prolongada a dispositivos digitais sobre o neurodesenvolvimento, caracterizaram-se os mecanismos neurobiológicos potencialmente afetados pela redução das interações sociais reais e propuseram-se estratégias de prevenção voltadas ao uso de tecnologias por crianças em idade pré-escolar. Trata-se de uma revisão de literatura conduzida conforme o protocolo PRISMA, com caráter qualitativo. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Portal de Periódicos CAPES, com filtro temporal de 2020 a 2025, utilizando os descritores "Autismo", "Tempo de Tela" e "Desenvolvimento Infantil" combinados com operadores booleanos. Foram incluídos 20 artigos após triagem por dois avaliadores independentes. Os resultados evidenciaram que a exposição excessiva a telas está associada a prejuízos em linguagem, atenção, socialização e desenvolvimento psicomotor, especialmente quando substitui interações humanas reais. Embora não haja evidência de causalidade direta entre tempo de tela e TEA, os dados indicam que o uso desregulado de dispositivos digitais pode funcionar como fator agravante ou desencadeador em crianças com predisposição genética. Conclui-se que a limitação do tempo de tela, aliada ao fortalecimento das interações presenciais e à orientação de famílias e profissionais, constitui estratégia central de prevenção.

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Biografia do Autor

Milena Nunes Chaves da Fé de Jesus, Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

Estudante de medicina, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna.

Gustavo Túlio Lima de Brito, Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

Estudante de medicina, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna.

Misael Felipe Santana Alves da Silva, Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

Estudante de medicina, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna.

Evelin Santos Oliveira, Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

Doutora em imunologia, docente, orientadora,  Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna.

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Publicado

2026-05-26

Como Citar

Jesus, M. N. C. da F. de, Brito, G. T. L. de, Silva, M. F. S. A. da, & Oliveira, E. S. (2026). EXPOSIÇÃO EXCESSIVA A TELAS NA FASE PRÉ-ESCOLAR: ANÁLISE DA RELAÇÃO COM SINAIS E SINTOMAS COMPATÍVEIS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26438