ENTRE O DIREITO E A PRÁTICA: OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE PARA UMA EDUCAÇÃO REALMENTE INCLUSIVA

Autores

  • Daiane de Lourdes Alves Velho Saint Alcuin of York Anglican College
  • Idalina Miranda Silva Saint Alcuin of York Anglican College
  • Carla Arce de Deus Saint Alcuin of York
  • Adnilce Lara Araújo Saint Alcuin of York
  • Arleide Farias da Costa Universidade Federal do Piauí image/svg+xml
  • Rosenilda Klein dos Santos AGTU University

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30165

Palavras-chave:

Educação inclusiva. Formação docente. Ensino colaborativo. Participação. Direito à educação.

Resumo

A consolidação da educação inclusiva exige que o direito à escolarização seja compreendido para além do acesso formal à classe comum. Permanência, participação, aprendizagem, pertencimento e acesso ao currículo constituem dimensões inseparáveis desse direito e dependem de condições pedagógicas e institucionais que sustentem o trabalho docente. Este artigo analisa como formação continuada, colaboração profissional e organização inclusiva do ensino podem contribuir para transformar a presença do estudante em participação efetiva na vida escolar. Trata-se de pesquisa bibliográfica, qualitativa e analítico-interpretativa, desenvolvida exclusivamente a partir dos materiais disponibilizados para o estudo. O corpus reúne a coletânea organizada por Fávero, Ferreira, Ireland e Barreiros (2009), com ênfase nas contribuições de Ainscow e Fleuri, o estudo de Lockmann e Klein (2022) sobre políticas de educação inclusiva e dois artigos de Velho e colaboradores (2026), voltados à formação continuada e ao ensino colaborativo. A análise foi organizada em três eixos: inclusão como direito e enfrentamento das barreiras à participação; formação docente e desenvolvimento profissional; e colaboração, planejamento e acesso ao currículo. Os resultados evidenciam que a matrícula, embora indispensável, não assegura por si só uma experiência escolar inclusiva. A efetivação do direito depende da capacidade institucional de identificar barreiras, construir apoios, organizar tempos de planejamento, promover corresponsabilização entre profissionais e sustentar processos formativos vinculados aos problemas reais da escola. Conclui-se que a inclusão se fortalece quando deixa de ser responsabilidade individual de um professor ou serviço especializado e passa a orientar a cultura, o currículo e as decisões coletivas da instituição.

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Biografia do Autor

  • Daiane de Lourdes Alves Velho, Saint Alcuin of York Anglican College

     Doutoranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College. 

  • Idalina Miranda Silva, Saint Alcuin of York Anglican College

    Doutoranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College. 

  • Carla Arce de Deus, Saint Alcuin of York

    Mestranda em Educação pela Saint Alcuin of York. 

  • Adnilce Lara Araújo, Saint Alcuin of York

    Mestranda em Educação pela Saint Alcuin of York. 

  • Arleide Farias da Costa, Universidade Federal do Piauí

    Especialização em Ensino de Ciências, Suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí.

  • Rosenilda Klein dos Santos, AGTU University

    Mestranda em Ciências da Educação – ESG, Responsabilidade Social e Sustentabilidade Ambiental (AGTU University American Global Tech University). 

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Publicado

2026-09-08

Como Citar

Velho, D. de L. A., Silva, I., Deus, C. de, Araújo, A., Costa, A. F., & Santos, R. K. dos. (2026). ENTRE O DIREITO E A PRÁTICA: OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE PARA UMA EDUCAÇÃO REALMENTE INCLUSIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30165