HIPOTENSÃO INTRAOPERATÓRIA E LESÃO RENAL AGUDA: IMPACTO DA INTENSIDADE E DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO NOS DESFECHOS RENAIS PERIOPERATÓRIOS

Autores

  • Felipe Yoschio Moreira Saijo UFMT
  • Aziss Tajher Iunes Neto FAM
  • Caio Ferraz Gomes Barros UNICEUMA
  • Marina Issa Nozawa Unoeste
  • Rair Magalhães Sarah Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul
  • Sofia Alcântara Guimarães Unirv

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29990

Palavras-chave:

Hipotensão intraoperatória. lesão renal aguda. pressão arterial média. cirurgia. anestesia. desfechos perioperatórios.

Resumo

A hipotensão intraoperatória constitui uma das alterações hemodinâmicas mais frequentes durante procedimentos cirúrgicos e está associada a complicações pós-operatórias relevantes, especialmente à lesão renal aguda. A redução da pressão arterial pode comprometer a perfusão renal, sobretudo em indivíduos com reserva funcional reduzida, alterações da autorregulação vascular ou submetidos a procedimentos de maior complexidade. Este estudo teve como objetivo analisar a influência da intensidade e da duração da hipotensão intraoperatória sobre a ocorrência de lesão renal aguda e outros desfechos renais perioperatórios. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, priorizando estudos publicados entre 2020 e 2026, mediante buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS e SciELO. Foram considerados estudos observacionais, ensaios clínicos, revisões sistemáticas, meta-análises e documentos de consenso relacionados à pressão arterial intraoperatória e aos desfechos renais. As evidências identificadas demonstram associação entre episódios de pressão arterial média reduzida e maior risco de lesão renal aguda, especialmente quando a pressão arterial média permanece abaixo de 65 mmHg durante períodos prolongados. A magnitude da redução pressórica e o tempo acumulado abaixo dos limiares também parecem exercer influência dose-dependente sobre o risco renal. Fatores como idade avançada, hipertensão, doença renal prévia, diabetes, maior complexidade cirúrgica e necessidade de vasopressores modificam essa relação. Estratégias individualizadas de monitorização e tratamento hemodinâmico, associadas à adequada avaliação volêmica e correção precoce das causas de hipotensão, podem contribuir para reduzir a exposição renal à hipoperfusão. Conclui-se que a avaliação da hipotensão intraoperatória deve considerar conjuntamente intensidade, duração e vulnerabilidade individual.

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Biografia do Autor

  • Felipe Yoschio Moreira Saijo, UFMT

    Médico. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

  • Aziss Tajher Iunes Neto, FAM

    Médico. Faculdade das Américas (FAM). São Paulo, São Paulo, Brasil.

  • Caio Ferraz Gomes Barros, UNICEUMA

    Acadêmico de Medicina. UNICEUMA. Imperatriz, Maranhão, Brasil.

  • Marina Issa Nozawa, Unoeste

    Acadêmica de Medicina. Unoeste - Presidente Prudente. Presidente Prudente, São Paulo, Brasil.

  • Rair Magalhães Sarah, Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul

    Acadêmico de Medicina. Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul. Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil.

  • Sofia Alcântara Guimarães, Unirv

    Acadêmica de Medicina. Unirv - Campus Goiânia. Goiânia, Goiás, Brasil.

     

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Publicado

2026-09-01

Como Citar

Saijo, F. Y. M., Iunes Neto, A. T., Barros, C. F. G., Nozawa, M. I., Sarah, R. M., & Guimarães, S. A. (2026). HIPOTENSÃO INTRAOPERATÓRIA E LESÃO RENAL AGUDA: IMPACTO DA INTENSIDADE E DURAÇÃO DA HIPOTENSÃO NOS DESFECHOS RENAIS PERIOPERATÓRIOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29990