EXPOSIÇÃO EXCESSIVA A TELAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA E SEUS IMPACTOS SOBRE O SONO, A LINGUAGEM E O DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR

Autores

  • Nertan Ribeiro Batista Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • Caio Ferraz Gomes Barros Universidade Ceuma image/svg+xml
  • Francisca Paula Batista da Silva UNIFACISA
  • Natália Effting Crema UNESC
  • Raelma Pereira de Almeida e Silva Imepac
  • Raissa Prado de Morais Unirv
  • Sabrina Aires Abreu Universidade de Rio Verde image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29987

Palavras-chave:

Tempo de Tela. Primeira Infância. Sono Infantil. Desenvolvimento da Linguagem. Desenvolvimento Neuropsicomotor. Mídia Digital.

Resumo

A primeira infância constitui um período de intensa maturação cerebral, aquisição da linguagem, consolidação dos padrões de sono e desenvolvimento progressivo das habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais. Paralelamente, a utilização de televisores, smartphones, tablets e outros dispositivos digitais tornou-se frequente no cotidiano infantil, despertando preocupação quanto aos possíveis efeitos da exposição excessiva. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da associação entre exposição excessiva às telas na primeira infância e alterações no sono, na linguagem e no desenvolvimento neuropsicomotor. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, contemplando estudos científicos publicados prioritariamente entre 2020 e 2026, identificados em bases bibliográficas nacionais e internacionais. Foram considerados estudos envolvendo crianças de zero a seis anos, com avaliação da exposição a telas e de pelo menos um dos desfechos relacionados ao sono, linguagem, cognição, funções executivas ou desenvolvimento motor. As evidências encontradas indicam associação entre maior tempo de exposição e menor duração e pior qualidade do sono, além de possíveis prejuízos em habilidades linguísticas, atenção, funções executivas e desenvolvimento motor. Entretanto, os efeitos não parecem depender exclusivamente da duração da exposição, sendo influenciados pelo conteúdo, contexto, horário de utilização, participação dos cuidadores e substituição de atividades fundamentais ao desenvolvimento. Conclui-se que a exposição excessiva e predominantemente passiva às telas deve ser considerada um fator potencialmente modificável no cuidado à primeira infância, sendo necessárias estratégias de mediação parental, redução do uso inadequado e valorização do sono, brincar ativo, leitura e interação face a face.

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Biografia do Autor

  • Nertan Ribeiro Batista, Universidade Federal de Campina Grande

    Médico. Universidade Federal de Campina Grande. Cajazeiras, Paraíba, Brasil.

  • Caio Ferraz Gomes Barros, Universidade Ceuma

    Acadêmico de Medicina. Universidade CEUMA - Campus Imperatriz. Imperatriz, Maranhão, Brasil.

  • Francisca Paula Batista da Silva, UNIFACISA

    Médica. UNIFACISA. Campina Grande, Paraíba, Brasil.

  • Natália Effting Crema, UNESC

    Médica. Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Criciúma, Santa Catarina, Brasil.

  • Raelma Pereira de Almeida e Silva, Imepac

    Médica. Imepac. Goiânia, Goiás, Brasil.

  • Raissa Prado de Morais, Unirv

    Acadêmica de Medicina. Unirv/Formosa. Formosa, Goiás, Brasil.

  • Sabrina Aires Abreu, Universidade de Rio Verde

    Acadêmica de Medicina. Universidade de Rio Verde, Campus Goiânia. Goiânia, Goiás, Brasil.

     

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Publicado

2026-09-01

Como Citar

Batista, N. R., Barros, C. F. G., Silva, F. P. B. da, Crema, N. E., Silva, R. P. de A. e, Morais, R. P. de, & Abreu, S. A. (2026). EXPOSIÇÃO EXCESSIVA A TELAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA E SEUS IMPACTOS SOBRE O SONO, A LINGUAGEM E O DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29987