ANTISSEPSIA RÁPIDA DE CONES DE GUTA-PERCHA: SOLUÇÕES CONVENCIONAIS VERSUS ABORDAGENS NANOTECNOLÓGICAS — UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.29919Palavras-chave:
Guta-Percha, Desinfecção, NanopartículasResumo
O sucesso da terapia endodôntica exige o controle microbiológico rigoroso e a selagem hermética do sistema de canais radiculares. Como a guta-percha é um polímero termossensível sujeito à rápida contaminação clínica, sua antissepsia por imersão no tempo ideal de 30 a 60 segundos torna-se indispensável. Entretanto, os desinfetantes tradicionais podem comprometer a estrutura do material, o que tem impulsionado a investigação da nanotecnologia como alternativa. Este estudo teve como objetivo analisar a eficácia antimicrobiana e as alterações na topografia de superfície promovidas por protocolos de antissepsia rápida em cones de guta-percha, comparando agentes nanotecnológicos às soluções convencionais. Foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed, Scopus, SciELO e BVS, considerando estudos publicados entre 2020 e 2026. Foram selecionados oito estudos focados na desinfecção rápida (entre 30 e 60 segundos) e seus impactos físico-químicos. O hipoclorito de sódio (NaOCl) promoveu rápida eliminação bacteriana, porém causou erosão da matriz orgânica e precipitação de cristais de cloreto de sódio. A clorexidina (CHX) a 2% preservou a superfície do polímero, mas apresentou ação lenta contra biofilmes maduros. As soluções de nanopartículas de prata (AgNPs), quitosana e óxido de zinco (ZnO-NPs) alcançaram inativação microbiológica em até 60 segundos, mantendo a lisura da superfície. Os estudos analisados indicam resultados promissores para as formulações nanotecnológicas quanto à atividade antimicrobiana e à preservação superficial, contudo são necessários estudos adicionais e evidências clínicas para confirmar sua superioridade e segurança.
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