CONSTRUÇÃO DA PARENTALIDADE NA UTI NEONATAL: O PSICÓLOGO COMO MEDIADOR DO VÍNCULO PAIS-BEBÊ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29888Palavras-chave:
Psicologia Hospitalar. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Parentalidade.Resumo
O nascimento prematuro e a consequente internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) configuram experiências potencialmente estressoras, que impactam a construção do vínculo afetivo e o exercício da parentalidade. Este estudo objetiva analisar, por meio de revisão narrativa da literatura científica, como a atuação do psicólogo na UTIN é descrita como mediadora da construção da parentalidade e do fortalecimento do vínculo entre pais e bebê. Foi realizado levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, com seleção de estudos publicados em língua portuguesa entre 2020 e 2025. A análise interpretativa permitiu a construção de três categorias: condições psicossociais da construção do vínculo na UTIN; repercussões psíquicas da hospitalização na parentalidade; e atuação do psicólogo como mediador entre sofrimento, equipe e vínculo. Os estudos indicam que a construção da parentalidade não depende apenas das condições clínicas do recém-nascido, mas também da qualidade das interações no ambiente hospitalar e das possibilidades de participação dos pais no cuidado. Nesse contexto, o psicólogo favorece a escuta qualificada, o acolhimento emocional, a mediação da comunicação entre família e equipe e a aproximação entre pais e bebê, contribuindo para a humanização do cuidado neonatal e para a construção de vínculos afetivos mais seguros.
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