O ABANDONO FAMILIAR E SOCIAL NO PROCESSO DE TRATAMENTO DE PESSOAS EM USO DE SUBSTÂNCIAS ATENDIDAS NO OESTE PARANAENSE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29320Palavras-chave:
Abuso de substância. Abandono familiar e abandono social.Resumo
O presente estudo investiga de que forma o abandono familiar e a exclusão social influenciam o tratamento de pessoas em uso de substâncias atendidas pelo Serviço Integrado de Saúde Mental (SIM-PR), composto por um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III), uma Unidade de Acolhimento (UA) regidas por uma 10° Regional de Saúde. Fundamentada na fenomenologia existencial, a pesquisa compreende o uso abusivo de álcool e outras drogas como um fenômeno complexo, que ultrapassa explicações biomédicas e morais, exigindo a compreensão do sujeito em sua singularidade e contexto de vida, enquanto autores como Sodelli (2010) e Barbosa (2017) defendem um cuidado baseado em vínculos autênticos, acolhimento e reconhecimento da subjetividade. Parte-se da hipótese de que o abandono familiar e a exclusão social intensificam o sofrimento psíquico e fragilizam o processo terapêutico, contribuindo para a continuidade do uso; para isso, a pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com complementação quantitativa para análise de variáveis. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 30 usuários entre 18 e 65 anos, residentes no Oeste do Paraná, buscando compreender como os vínculos afetivos e o contexto social interferem na recuperação e podem contribuir para o aprimoramento das estratégias de acolhimento e cuidado nos serviços de atenção psicossocial.
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