BARREIRAS NO ACESSO DE MULHERES ADICTAS À REDE DE SAÚDE BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30468Palavras-chave:
Barreiras de acesso, Mulheres, Dependência química, Estigma socialResumo
O abuso de substâncias psicoativas entre mulheres é um grave problema de saúde pública no Brasil, marcado por severas consequências biopsicossociais. Este ensaio objetiva identificar os principais desafios enfrentados pelo público adicto feminino ao buscar a rede de saúde brasileira. Para tanto, adotou-se uma metodologia crítico-reflexiva por meio de levantamento bibliográfico entre 2016 e 2026 nas bases SciELO, PePSIC e PubMed. Como principais resultados, constatou-se que as mulheres representam apenas 15% a 20% dos atendimentos especializados e buscam ajuda tardiamente, omitindo o uso em consultas básicas por medo de julgamento. A discussão aponta que o acesso equitativo é impedido por barreiras internas, como a internalização de culpa e autocomiseração pelo rompimento dos papéis sociais de gênero e maternidade, e externas, caracterizadas pela estigmatização, julgamento moral por profissionais de saúde e despreparo técnico institucional. Conclui-se que o acolhimento efetivo exige políticas públicas gênero-específicas e a superação de práticas profissionais excludentes.
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