A INVISIBILIDADE DA PSICOSE PUERPERAL: MORTALIDADE NO BRASIL E A LACUNA NAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31038Palavras-chave:
Depressão pós-parto, Psicose pós-parto, Transtornos puerperaisResumo
Esse artigo buscou analisar as evidências científicas disponíveis sobre a morbimortalidade e os principais desfechos clínicos de mulheres com histórico de psicose puerperal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, fundamentada no referencial de Mendes, Silveira e Galvão (2008), desenvolvida em seis etapas. A busca foi realizada em agosto de 2026, na base MEDLINE/PubMed, utilizando descritores DeCS/MeSH e termos livres relacionados à psicose pós-parto e aos transtornos puerperais, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram considerados estudos originais, publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês ou espanhol, disponíveis integralmente e em acesso aberto. A seleção foi realizada por dois revisores independentes, com auxílio do Rayyan QCRI e critérios baseados no PRISMA. Os estudos evidenciaram que a psicose puerperal apresenta instalação rápida e pode estar associada a desfechos graves, incluindo suicídio, infanticídio, hospitalização, reinternação e recorrência. Foram identificadas associações com histórico de transtornos psiquiátricos, transtorno bipolar e antecedentes familiares, além de barreiras relacionadas ao diagnóstico, acesso aos serviços, estigma e fatores culturais. A identificação precoce, o tratamento oportuno e o acompanhamento contínuo são fundamentais para reduzir complicações e qualificar a assistência, destacando-se a atuação multiprofissional e o cuidado centrado na mulher e na família.
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