DESAFIOS E PRÁTICAS INTERCULTURAIS NA ATENÇÃO PRÉ-NATAL EM COMUNIDADES INDÍGENAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27872Palavras-chave:
Saúde indígena. Atenção Pré-natal. Interculturalidade.Resumo
O pré-natal é indispensável na atenção à saúde da mulher durante todo o ciclo gravídico-puerperal. Em comunidades especiais essa atenção se foca nos desafios e necessidades humanizadas. Nesse sentido o estudo objetivou analisar os principais desafios e práticas interculturais que influenciam a atenção pré-natal em comunidades especiais indígenas brasileiras, compreendendo como fatores estruturais, sociais e culturais impactam a assistência à saúde materna e infantil. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada no período de fevereiro e maio de 2026. As buscas foram conduzidas nas bases de dados SciELO, LILACS, BDENF e PubMed, com complementação no Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à enfermagem, atenção pré-natal, saúde indígena e interculturalidade. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 16 estudos para compor a amostra final da revisão. Os estudos evidenciaram que as mulheres indígenas ainda enfrentam importantes barreiras para adesão ao acompanhamento pré-natal, destacando-se as dificuldades geográficas de acesso aos serviços de saúde, a baixa cobertura de consultas e exames, a escassez de profissionais capacitados e as limitações na comunicação intercultural. Observou-se, ainda, que a desarticulação entre o modelo biomédico e os saberes tradicionais compromete a efetividade da assistência. Em contrapartida, estratégias baseadas na interculturalidade, no respeito às práticas culturais e na qualificação dos profissionais de saúde demonstraram potencial para fortalecer o vínculo entre as equipes de saúde e as comunidades indígenas. Podemos concluir que atenção pré-natal em comunidades indígenas brasileiras ainda apresentam desafios que refletem desigualdades históricas no acesso aos serviços de saúde. O fortalecimento das políticas públicas, a valorização dos saberes tradicionais, a formação intercultural dos profissionais e a integração entre práticas científicas e culturais constituem elementos essenciais para a promoção de uma assistência pré-natal mais equitativa, humanizada e culturalmente sensível, contribuindo para a melhoria dos desfechos maternos e neonatais.
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