CIRURGIA GUIADA SEM RETALHO NA MANDÍBULA POSTERIOR ATRÓFICA: LIMITES DE SEGURANÇA PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES PRÓXIMOS AO CANAL MANDIBULAR

Autores

  • Célio Augusto Pimentel Arcanjo CTA
  • Roberto Machado Cruz UnB
  • Ana Beatriz Bezerra Barros Christus
  • Brunno Pereira Silva UFVJM
  • Cristiano Veloso UFF
  • Rebeca Vidal Capelupi UFJF
  • Ana Beatriz Nunes Santos e Silva Barroso UNITRI
  • Caroline dos Santos Alcantara Oliveira Universidade do Sagrado Coração
  • José da Silva Júnior São Leopoldo Mandic
  • Idalisio Soares Aranha Neto Faculdade Anhanguera image/svg+xml
  • Marco Aurélio Blaz Vasques UFU
  • Cristina Carla Xavier da Silva PUC
  • Elton Elemer Finger FACOP
  • Gabriell Mafuz Penteado Universidade Positivo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27957

Palavras-chave:

Cirurgia guiada. Cirurgia sem retalho. Mandíbula posterior atrófica. Canal mandibular. Implantes dentários. Segurança cirúrgica.

Resumo

 A cirurgia guiada sem retalho tem sido amplamente utilizada na implantodontia contemporânea por proporcionar maior previsibilidade cirúrgica e menor morbidade pós-operatória. Entretanto, em pacientes com mandíbula posterior atrófica, a proximidade entre a crista óssea residual e o canal mandibular representa um importante desafio para a instalação segura de implantes dentários. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas publicadas nos últimos dez anos acerca dos limites de segurança para instalação de implantes próximos ao canal mandibular em cirurgias guiadas sem retalho realizadas na mandíbula posterior atrófica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e Cochrane Library. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados sete estudos para compor a amostra final. Os resultados demonstraram que a cirurgia guiada associada ao planejamento tridimensional contribui significativamente para o aumento da precisão cirúrgica e para a redução do risco de complicações anatômicas. Contudo, desvios lineares e angulares entre o planejamento virtual e a posição final dos implantes ainda podem ocorrer, justificando a manutenção de margens de segurança em relação ao canal mandibular. As evidências analisadas indicam que a distância aproximada de 2 mm entre o ápice do implante e o canal mandibular permanece como a conduta mais prudente e respaldada pela literatura científica atual. Conclui-se que a cirurgia guiada sem retalho constitui uma alternativa segura e previsível para a reabilitação da mandíbula posterior atrófica, desde que associada a planejamento criterioso e respeito aos limites anatômicos estabelecidos.

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Biografia do Autor

  • Célio Augusto Pimentel Arcanjo, CTA

    Mestre em Ciências Aplicadas à Saúde, CTA – Nova Lima.

  • Roberto Machado Cruz, UnB

    Especialista, Mestre e Doutor em Implantodontia, Universidade de Brasília (UnB).

  • Ana Beatriz Bezerra Barros, Christus

    Cirurgiã-Dentista, Universidade Christus.

  • Brunno Pereira Silva, UFVJM

    Cirurgião-Dentista; Especialista em Implantodontia; Mestre em Clínica Odontológica,Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); ABO-MG; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

  • Cristiano Veloso, UFF

    Cirurgião-Dentista; Especialista em Ortodontia; Mestre em Medicina Dentária, Universidade Federal Fluminense (UFF); Faculdade Paulo Picanço; Instituto Universitário Egas Moniz (Portugal).

  • Rebeca Vidal Capelupi, UFJF

    Mestranda em Clínica Odontológica.Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

  • Ana Beatriz Nunes Santos e Silva Barroso, UNITRI

    Cirurgiã-Dentista; Especialista em Implantodontia; Especialista em Harmonização Orofacial; Especialista em Endodontia; Capacitação em Sedação com Óxido Nitroso Centro Universitário do Triângulo (UNITRI).

  • Caroline dos Santos Alcantara Oliveira, Universidade do Sagrado Coração

    Odontologia, Universidade do Sagrado Coração.

  • José da Silva Júnior, São Leopoldo Mandic

    Doutor em Implantodontia, São Leopoldo Mandic.

  • Idalisio Soares Aranha Neto, Faculdade Anhanguera

    Doutor em Clínicas Odontológicas, Faculdade Anhanguera.

  • Marco Aurélio Blaz Vasques, UFU

    Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais. Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Associação Brasileira de Odontologia – Seção Rondônia.

  • Cristina Carla Xavier da Silva, PUC

    Dentista; Especialista em Implantodontia, Prótese e Ortodontia; Especializanda em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial Universidade Tuiuti do Paraná; Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

  • Elton Elemer Finger, FACOP

    Pós-graduação em Implantodontia e Prótese, Faculdade do Oeste Paulista (FACOP).

  • Gabriell Mafuz Penteado, Universidade Positivo

    Cirurgião-Dentista, Universidade Positivo.

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Publicado

2026-06-18

Como Citar

Arcanjo, C. A. P., Cruz, R. M., Barros, A. B. B., Silva, B. P., Veloso, C., Capelupi, R. V., Barroso, A. B. N. S. e S., Oliveira, C. dos S. A., Silva Júnior, J. da, Aranha Neto, I. S., Vasques, M. A. B., Silva, C. C. X. da, Finger, E. E., & Penteado, G. M. (2026). CIRURGIA GUIADA SEM RETALHO NA MANDÍBULA POSTERIOR ATRÓFICA: LIMITES DE SEGURANÇA PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES PRÓXIMOS AO CANAL MANDIBULAR. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(6), 1-18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27957

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