DOR ABDOMINAL E ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE APENDICITE AGUDA E CETOACIDOSE DIABÉTICA

Autores

  • Wilson Pereira de Queiroz Universidade Federal de Goiás image/svg+xml
  • Marcelo do Nascimento dos Santos UNIBRA
  • Pedro Fechine Honorato UNIFSM
  • Silvio Cesar de Albuquerque Ferreira Unima
  • Ana Claudia Rodrigues da Silva ESCS/DF
  • Nicoly Virgolino Caldeira UERN
  • Letícia Maria de Melo Sarmento Universidade Federal de Pernambuco image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23982

Palavras-chave:

Apendicite Aguda. Cetoacidose Diabética. Diagnóstico Diferencial. Hematologia. Medicina de Emergência.

Resumo

Objetivo: Analisar os critérios clínicos, hematológicos e bioquímicos que fundamentam o diagnóstico diferencial entre apendicite aguda e cetoacidose diabética (CAD) em unidades de urgência. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Scopus, abrangendo o período de 2020 a 2026. A amostra final consistiu em 50 referências, incluindo diretrizes da WSES, ADA e SBD. Resultados: A dor na apendicite aguda é migratória e associada a sinais de irritação peritoneal (70% dos casos), enquanto na CAD é difusa e correlaciona-se com acidose grave (bicarbonato < 15 mEq/L). Ambos apresentam leucocitose, contudo, na CAD, ela é transitória e decorrente do estresse agudo, enquanto na apendicite a neutrofilia é persistente e acompanhada de PCR elevada. A estabilização metabólica com insulina e hidratação resolve o "pseudoabdome agudo" da CAD em até 12 horas; a persistência da dor após este período indica patologia cirúrgica. O atraso diagnóstico no paciente diabético eleva o risco de perfuração apendicular para 35%. Conclusão: O diagnóstico diferencial seguro exige a interpretação da semiologia clássica à luz do equilíbrio ácido-básico (anion gap e pH). A estabilização do meio interno deve preceder a intervenção cirúrgica para evitar colapso cardiovascular, garantindo uma assistência baseada na precisão diagnóstica e na redução de laparotomias negativas.

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Biografia do Autor

  • Wilson Pereira de Queiroz, Universidade Federal de Goiás

    Doutorando em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Goiás (UFG). 

  • Marcelo do Nascimento dos Santos, UNIBRA

    Enfermeiro, Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA).

  • Pedro Fechine Honorato, UNIFSM

    Graduando em Medicina, Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

  • Silvio Cesar de Albuquerque Ferreira, Unima

    Graduando em Medicina, Unima.

  • Ana Claudia Rodrigues da Silva, ESCS/DF

    Mestre em Saúde Pública, ESCS/DF.

  • Nicoly Virgolino Caldeira, UERN

    Mestre em Saúde e Sociedade, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

  • Letícia Maria de Melo Sarmento, Universidade Federal de Pernambuco

    Mestra em Enfermagem. Universidade Federal de Pernambuco.

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Publicado

2026-02-03

Como Citar

Queiroz, W. P. de, Santos, M. do N. dos, Honorato, P. F., Ferreira, S. C. de A., Silva, A. C. R. da, Caldeira, N. V., & Sarmento, L. M. de M. (2026). DOR ABDOMINAL E ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE APENDICITE AGUDA E CETOACIDOSE DIABÉTICA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23982

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