MANEJO CIRÚRGICO DA APENDICITE AGUDA: QUANDO INDICAR TRATAMENTO CONSERVADOR?

Autores

  • Ana Carolina Beltrami UB
  • Ernesto Carvalho Lima UniRV
  • Kalleby Pedro da Silva UNINASSAU
  • Lucas Ferreira Guimarães UNIRV
  • Paulo Gomes Resende UNIRV
  • Thanielly Bernardo Sipriano UNINASSAU
  • Thiago Arruda Prado Cavalcante UNIFAN

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23888

Palavras-chave:

Apendicite. Apendicectomia. Tratamento Conservador. Antibioticoterapia. Manejo Clínico.

Resumo

O manejo da apendicite aguda, tradicionalmente centrado na apendicectomia de urgência, tem passado por mudanças paradigmáticas com a emergência do tratamento conservador em casos não complicados. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas atuais sobre a eficácia, segurança e critérios de indicação da antibioticoterapia exclusiva em detrimento da intervenção cirúrgica. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base na estratégia PICO, consultando as bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, com recorte temporal entre 2020 e 2026. Os resultados indicam que o tratamento conservador apresenta taxas de sucesso inicial superiores a 70% em pacientes rigorosamente selecionados, caracterizados pela estabilidade clínica e ausência de apendicólitos em exames de imagem. Observou-se que essa modalidade oferece vantagens imediatas, como a redução do trauma cirúrgico, menor incidência de infecções de sítio operatório e retorno precoce às atividades cotidianas. Contudo, a taxa de recorrência em longo prazo permanece como o principal limitador, exigindo vigilância clínica contínua. Conclui-se que o tratamento não operatório é uma alternativa segura e eficaz para um subgrupo específico de pacientes, mas a decisão deve ser individualizada e pautada em critérios diagnósticos precisos. A apendicectomia laparoscópica mantém sua posição como padrão-ouro pela resolutividade definitiva, porém o manejo clínico firma-se como uma estratégia essencial na medicina personalizada contemporânea, especialmente onde o risco cirúrgico é elevado ou a preferência do paciente assim a dita.

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Biografia do Autor

  • Ana Carolina Beltrami, UB

    Graduada em Medicina. Universidade Brasil (UB).

  • Ernesto Carvalho Lima, UniRV

    Graduando em medicina. Universidade de Rio Verde – UniRV.

  • Kalleby Pedro da Silva, UNINASSAU

    Graduando em Medicina. Universidade Maurício de Nassau (UNINASSAU).

  • Lucas Ferreira Guimarães, UNIRV

    Graduando em medicina. Universidade de Rio verde (Unirv).

  • Paulo Gomes Resende, UNIRV

    Graduando em medicina. Universidade de Rio Verde (UNIRV).

  • Thanielly Bernardo Sipriano, UNINASSAU

    Graduando em Medicina. Universidade Maurício de Nassau (UNINASSAU)

  • Thiago Arruda Prado Cavalcante, UNIFAN

    Graduando em Medicina. Centro Universitário Alfredo Nasser ( UNIFAN).

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Publicado

2026-01-26

Como Citar

Beltrami, A. C., Lima, E. C., Silva, K. P. da, Guimarães, L. F., Resende, P. G., Sipriano, T. B., & Cavalcante, T. A. P. (2026). MANEJO CIRÚRGICO DA APENDICITE AGUDA: QUANDO INDICAR TRATAMENTO CONSERVADOR? Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(1), 1-11. https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23888