MANEJO CIRÚRGICO DA APENDICITE AGUDA: QUANDO INDICAR TRATAMENTO CONSERVADOR?
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23888Palavras-chave:
Apendicite. Apendicectomia. Tratamento Conservador. Antibioticoterapia. Manejo Clínico.Resumo
O manejo da apendicite aguda, tradicionalmente centrado na apendicectomia de urgência, tem passado por mudanças paradigmáticas com a emergência do tratamento conservador em casos não complicados. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas atuais sobre a eficácia, segurança e critérios de indicação da antibioticoterapia exclusiva em detrimento da intervenção cirúrgica. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com base na estratégia PICO, consultando as bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, com recorte temporal entre 2020 e 2026. Os resultados indicam que o tratamento conservador apresenta taxas de sucesso inicial superiores a 70% em pacientes rigorosamente selecionados, caracterizados pela estabilidade clínica e ausência de apendicólitos em exames de imagem. Observou-se que essa modalidade oferece vantagens imediatas, como a redução do trauma cirúrgico, menor incidência de infecções de sítio operatório e retorno precoce às atividades cotidianas. Contudo, a taxa de recorrência em longo prazo permanece como o principal limitador, exigindo vigilância clínica contínua. Conclui-se que o tratamento não operatório é uma alternativa segura e eficaz para um subgrupo específico de pacientes, mas a decisão deve ser individualizada e pautada em critérios diagnósticos precisos. A apendicectomia laparoscópica mantém sua posição como padrão-ouro pela resolutividade definitiva, porém o manejo clínico firma-se como uma estratégia essencial na medicina personalizada contemporânea, especialmente onde o risco cirúrgico é elevado ou a preferência do paciente assim a dita.
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