DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL (ERITROBLASTOSE FETAL) NO AMAZONAS: ANALISAR O IMPACTO NA INCOMPATIBILIDADE SANGUÍNEA MATERNO-FETAL E A IMPORTÂNCIA DA IMUNOGLOBULINA ANTI-D NA PREVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31381Palabras clave:
Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), Eritroblastose Fetal, Imunoglobulina anti-D. Imunoprofilaxia, Incompatibilidade sanguíneaResumen
Introdução: A Doença Hemolítica Perinatal (DHPN) é uma condição caracterizada pela destruição das hemácias fetais ou neonatais, em decorrência da incompatibilidade sanguínea materno-fetal, especialmente relacionada ao fator Rh. No caso da incompatibilidade RhD, a doença ocorre quando uma mãe RhD negativa é sensibilizada ao antígeno D presente nas hemácias fetais, levando à produção de anticorpos maternos que podem atravessar a placenta e provocar a destruição das hemácias do feto. Essa sensibilização pode ocorrer após uma gestação anterior ou em outras situações que permitam a passagem de hemácias fetais para a circulação materna. Essa incompatibilidade do fator Rh negativo ocorre devido às hemácias não possuírem a proteína do antígeno D. Na primeira gestação, a sensibilização materna é incomum e a resposta inicial é mediada por anticorpos do tipo IgM, que não atravessam a barreira placentária. Contudo, durante a exposição ao sangue fetal (geralmente no parto), há indução da resposta imunológica secundária. Em gestações subsequentes, o sistema imune materno passa a produzir anticorpos do tipo IgG, capazes de atravessar a placenta e causar hemólise fetal acarretando as seguintes complicações como anemia, inchaços generalizados, icterícias ou riscos vitais. A presente pesquisa tem como objetivo: Analisar o impacto da incompatibilidade sanguínea materno-fetal e a importância da imunoglobulina anti-D na prevenção da Doença Hemolítica Perinatal (DHPN). A metodologia caracteriza-se como pesquisa quantitativa e exploratória que busca dados secundários sobre a quantidade de casos recorrentes de Doenças Hemolíticas Perinatal no Estado do Amazonas nos últimos cinco anos. Resultados: Com base no perfil epidemiológico da Região Norte, identificou-se que a cada 100 gestantes, cerca de 5 a 11 apresentam o fator Rh negativo (estando em risco de sensibilização), enquanto 89 a 95 são Rh positivo (sendo isentas desse risco). Em relação às gestantes Rh negativo sem a devida imunoprofilaxia, a taxa de aloimunização materna pode atingir cerca de 12%. Em contrapartida, com a administração adequada da imunoglobulina anti-D, o risco de sensibilização reduz drasticamente, ficando estimado entre 0,1% e 2%. Quanto às referências bibliográficas, foram realizadas pesquisas em artigos científicos com datas atualizadas.
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