ANÁLISE MULTIVARIADA DA ESTRUTURA FISCAL DOS ESTADOS BRASILEIROS: UMA APLICAÇÃO DA ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS (PCA)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29553Palabras clave:
Federalismo Fiscal. Análise de Componentes Principais (PCA). Gestão Pública. Finanças Estaduais. Rigidez Orçamentária.Resumen
Este estudo analisa a estrutura fiscal das Unidades Federativas brasileiras em 2024 por meio da Análise de Componentes Principais (PCA), processada no ambiente R (v. 4.5.2). O objetivo central foi identificar padrões latentes de autonomia financeira, rigidez de gastos e capacidade de investimento. A metodologia utilizou indicadores de carga tributária, investimento, comprometimento de pessoal e dependência de transferências, extraídos do SICONFI e IBGE. Os resultados demonstram que dois componentes explicam 86,60% da variância total: o PC1 (52,91%), que captura a dimensão Autonomia vs. Dependência Estrutural, e o PC2 (33,69%), associado à Pressão de Arrecadação e Investimento. A análise dos escores fatoriais permitiu a proposição de uma tipologia de gestão, contrastando estados de equilíbrio e flexibilidade (ex: SP e ES) com estados de vulnerabilidade e rigidez (ex: AP e AC). O estudo confirma as teses sobre a rigidez orçamentária brasileira, evidenciando que a dependência de transferências federais e o peso da folha de pagamento são os principais gargalos fiscais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Conclui-se que a autonomia fiscal é o fator determinante para a modernização da gestão pública e a transição para modelos de controladoria baseados em resultados.
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