GESTÃO DEMOCRÁTICA E A EDUCAÇÃO NA AMAZÔNIA: A OFENSIVA NEOLIBERAL E OS DESAFIOS DA EMANCIPAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.28435Palabras clave:
Educação, Amazônia, Gestão Democrática, Crise Ecológica, NeoliberalismoResumen
Este artigo discute as tensões que atravessam a gestão democrática da educação pública na Amazônia, situando-a no interior de um cenário mais amplo marcado pela expansão do neoliberalismo e pelo aprofundamento da crise ecológica. Parte-se da compreensão de que a Amazônia, historicamente inserida de forma subordinada no sistema capitalista, tem sido tratada como território estratégico para a acumulação de riquezas, muitas vezes em detrimento das populações que nela vivem. A partir de uma abordagem fundamentada no materialismo histórico-dialético, analisam-se os impactos dos grandes projetos de infraestrutura, da financeirização da economia e das reformas educacionais orientadas pelo mercado sobre a autonomia escolar e a participação comunitária. Argumenta-se que, embora a legislação brasileira assegure formalmente a gestão democrática, sua concretização na região amazônica encontra obstáculos estruturais, históricos e políticos. Defende-se, por fim, que a construção de uma educação pública comprometida com a emancipação humana exige o fortalecimento de práticas participativas enraizadas nos territórios e sensíveis às múltiplas formas de vida que constituem a Amazônia.
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