MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E CRISE DE HUMANIDADE: OS DESAFIOS PARA A INCUSÃO DE ALUNOS COM DOENÇAS CRÔNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24853Palavras-chave:
Performatividade. Ética do cuidado. Inclusão escolar.Resumo
O artigo analisa como a mercantilização da educação e a consolidação da lógica performativa nas políticas educacionais contemporâneas produzem uma crise de humanidade que impacta diretamente a inclusão de estudantes com doenças crônicas. Fundamentado nas contribuições de Stephen J. Ball, Jean Baudrillard e Joan C. Tronto, o texto argumenta que o neoliberalismo redefine o sentido da educação ao priorizar desempenho mensurável, competitividade e responsabilização. Ball demonstra que as políticas educacionais produzem subjetividades e instauram regimes de performatividade que marginalizam práticas de cuidado. Baudrillard contribui ao evidenciar que indicadores e rankings deixam de representar a realidade e passam a constituí-la simbolicamente, configurando um simulacro de qualidade. Tronto, por sua vez, recoloca o cuidado como fundamento ético e democrático da vida institucional. Nesse contexto, a vulnerabilidade de estudantes com doenças crônicas é também politicamente produzida, pois suas necessidades de atenção e flexibilidade entram em tensão com sistemas orientados por eficiência comparativa. O artigo conclui que a inclusão efetiva exige reorganizar a escola em torno da responsabilidade coletiva pelo cuidado.
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