PLATAFORMAS DIGITAIS, AUTONOMIA DOCENTE E FORMAÇÃO CRÍTICA: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29500Palavras-chave:
Plataformização do ensino. Autonomia docente. Inclusão digital. Tecnologias educacionais. Educação pública.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o processo de plataformização do ensino e seus impactos sobre o currículo, a autonomia docente, o trabalho pedagógico, a aprendizagem e a gestão da educação pública. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de caráter narrativo, fundamentada em livros, artigos científicos, documentos normativos, materiais institucionais e estudos relacionados às tecnologias digitais, ao neoliberalismo educacional, à inclusão digital e à formação crítica dos estudantes. A análise da literatura evidenciou que a plataformização do ensino ultrapassa a simples adoção de ferramentas tecnológicas, uma vez que interfere diretamente na organização das práticas pedagógicas, na gestão escolar e nas formas de acompanhamento do desempenho. Os resultados indicaram que, embora as plataformas digitais possam ampliar o acesso à informação, diversificar estratégias de ensino e facilitar atividades administrativas, sua utilização orientada por conteúdos padronizados, métricas de desempenho e mecanismos de monitoramento pode reduzir a autonomia docente, intensificar o controle sobre professores e estudantes e favorecer a incorporação de lógicas empresariais na educação pública. Também foram identificados riscos relacionados à dependência tecnológica, à coleta de dados pessoais e à subordinação das finalidades pedagógicas aos interesses de empresas privadas. Conclui-se que a inclusão digital deve ser assegurada como direito, mas precisa estar subordinada a princípios pedagógicos, democráticos e humanizadores. Dessa forma, as tecnologias devem atuar como instrumentos de apoio à prática docente, preservando o professor como mediador central do processo de ensino e aprendizagem. Recomenda-se que estudos futuros investiguem empiricamente os efeitos das plataformas sobre o trabalho docente, a aprendizagem e a proteção de dados educacionais.
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