PLATAFORMAS DIGITAIS, AUTONOMIA DOCENTE E FORMAÇÃO CRÍTICA: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Autores

  • Wendell Martins Pinto Veni Creator Christian University
  • Rúbia Kátia Azevedo Montenegro Veni Creator Christian University

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29500

Palavras-chave:

Plataformização do ensino. Autonomia docente. Inclusão digital. Tecnologias educacionais. Educação pública.

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o processo de plataformização do ensino e seus impactos sobre o currículo, a autonomia docente, o trabalho pedagógico, a aprendizagem e a gestão da educação pública. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de caráter narrativo, fundamentada em livros, artigos científicos, documentos normativos, materiais institucionais e estudos relacionados às tecnologias digitais, ao neoliberalismo educacional, à inclusão digital e à formação crítica dos estudantes. A análise da literatura evidenciou que a plataformização do ensino ultrapassa a simples adoção de ferramentas tecnológicas, uma vez que interfere diretamente na organização das práticas pedagógicas, na gestão escolar e nas formas de acompanhamento do desempenho. Os resultados indicaram que, embora as plataformas digitais possam ampliar o acesso à informação, diversificar estratégias de ensino e facilitar atividades administrativas, sua utilização orientada por conteúdos padronizados, métricas de desempenho e mecanismos de monitoramento pode reduzir a autonomia docente, intensificar o controle sobre professores e estudantes e favorecer a incorporação de lógicas empresariais na educação pública. Também foram identificados riscos relacionados à dependência tecnológica, à coleta de dados pessoais e à subordinação das finalidades pedagógicas aos interesses de empresas privadas. Conclui-se que a inclusão digital deve ser assegurada como direito, mas precisa estar subordinada a princípios pedagógicos, democráticos e humanizadores. Dessa forma, as tecnologias devem atuar como instrumentos de apoio à prática docente, preservando o professor como mediador central do processo de ensino e aprendizagem. Recomenda-se que estudos futuros investiguem empiricamente os efeitos das plataformas sobre o trabalho docente, a aprendizagem e a proteção de dados educacionais.

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Biografia do Autor

Wendell Martins Pinto, Veni Creator Christian University

Mestre em Ciências da Educação pela Veni Creator Christian University.

Rúbia Kátia Azevedo Montenegro, Veni Creator Christian University

Dra.  Professora dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências da Educação da Veni Creator Christian University. 

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Publicado

2026-08-10

Como Citar

Pinto, W. M., & Montenegro, R. K. A. (2026). PLATAFORMAS DIGITAIS, AUTONOMIA DOCENTE E FORMAÇÃO CRÍTICA: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29500