IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NOS MÉTODOS E NA RECORRÊNCIA DE AUTOLESÃO ENTRE ADOLESCENTES BRASILEIROS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30592Keywords:
Autolesão. Adolescente. Recorrência.Abstract
Este estudo analisou preditores de recorrência e de métodos de autolesão entre adolescentes brasileiros, considerando variáveis demográficas, contextuais e relacionadas à violência nos períodos pré, durante e pós-pandemia. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal com 78.658 notificações de autolesão registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2018 e 2022, abrangendo sete estados brasileiros. Análises descritivas e regressões logísticas múltiplas examinaram associações entre recorrência, métodos de autolesão, variáveis demográficas e exposição a outras formas de violência. A autolesão afetou predominantemente adolescentes do sexo feminino, brancos, residentes em áreas urbanas e expostos à violência doméstica. Intoxicação/envenenamento e perfurocortantes foram os métodos mais frequentes, enquanto 47,7% dos casos foram recorrentes. O período pandêmico mostrou redução nas notificações gerais, mas aumento de métodos mais letais, especialmente o enforcamento. A recorrência foi mais frequente entre meninos, adolescentes com deficiência ou transtornos mentais e aqueles expostos a múltiplos tipos de violência. Os modelos preditivos indicaram fortes associações entre exposição a violências interpessoais e os métodos utilizados para a autolesão.
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