NEUROEDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: FUNDAMENTOS COGNITIVOS E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.5264Palavras-chave:
Neuroeducação. Tecnologias educacionais. Neurociências. Aprendizagem. Inovação pedagógica.Resumo
A emergência da Neuroeducação tem ampliado o debate contemporâneo sobre ensino e aprendizagem ao propor a integração entre achados das Neurociências, contribuições da Psicologia Cognitiva e fundamentos da Educação. Trata-se de um campo interdisciplinar que busca conferir maior consistência científica às pesquisas educacionais, aproximando o conhecimento sobre o funcionamento cerebral das práticas pedagógicas desenvolvidas em contextos escolares. Zaro et al. (2010) argumentam que a Neuroeducação surge como novo paradigma capaz de fundamentar metodologias de ensino mais eficazes, sobretudo diante das transformações impostas pela intensificação do uso de tecnologias digitais na educação. Nesse cenário, recursos como multimídia, vídeos, ambientes virtuais e estratégias gamificadas passam a demandar reflexão crítica sobre seus impactos nos processos cognitivos, emocionais e motivacionais dos estudantes. Tokuhama-Espinosa (2008) ressalta que não existem dois cérebros idênticos, o que justifica a necessidade de práticas pedagógicas diferenciadas e sensíveis às singularidades da aprendizagem. Hardiman e Denckla (2009) defendem que a próxima geração de educadores precisará considerar evidências produzidas pelas ciências do cérebro para planejar experiências formativas mais consistentes, especialmente em ambientes mediados por tecnologias. Este artigo discute os fundamentos teóricos da Neuroeducação, seus princípios centrais e suas interfaces com as tecnologias educacionais contemporâneas, destacando possibilidades e limites da aplicação pedagógica do conhecimento neurocientífico. Sustenta-se que inovação tecnológica, para ser efetivamente formativa, deve articular-se à mediação docente, à ética educacional e à compreensão de que emoções, atenção, memória e motivação constituem dimensões inseparáveis do aprender. Conclui-se que a Neuroeducação pode contribuir para qualificar práticas pedagógicas e orientar o desenvolvimento de tecnologias educacionais, desde que sustentada em rigor científico, prudência ética e compromisso democrático com o direito à aprendizagem.Downloads
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Publicado
2026-02-24
Como Citar
Martins, R. M., Nardotto, R. dos S., Moita, F. R. L., Souza, G. P. O. de, Silva, F. L. da, Silva, M. V. da, … Cruz, M. M. M. da. (2026). NEUROEDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: FUNDAMENTOS COGNITIVOS E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–11. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.5264
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