PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO TOCANTINS NO ANO DE 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32112Palavras-chave:
Sífilis congênita, Epidemiologia, Transmissão verticalResumo
Esse artigo buscou descrever o perfil epidemiológico da sífilis congênita no estado do Tocantins em 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e transversal, desenvolvido com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Foram analisadas frequências absolutas e relativas das características maternas, da assistência pré-natal, do diagnóstico, da classificação, da evolução e da distribuição territorial dos casos. Foram identificados 419 registros, dos quais 412 foram classificados como sífilis congênita recente, resultando em incidência de 18,8 casos por 1.000 nascidos vivos. Predominaram diagnósticos realizados até o sexto dia de vida, mães entre 20 e 24 anos e com ensino médio completo. Embora 90,9% tenham realizado pré-natal, 27,0% receberam o diagnóstico somente no parto ou na curetagem e 50,1% dos registros não informavam o ano de início do tratamento materno. As notificações concentraram-se na região de saúde Capim Dourado e no município de Palmas. Conclui-se que a sífilis congênita permanece elevada no Tocantins, revelando fragilidades na qualidade do pré-natal, no tratamento oportuno e no preenchimento das notificações.
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