‘BABY’: VIVÊNCIAS HOMOSSEXUAIS NO AMBIENTE URBANO DE SÃO PAULO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29901Palavras-chave:
Cinema. Homossexualidade. Marginalidade.Resumo
Esta resenha analisa o filme 'Baby' (2024), dirigido por Marcelo Caetano, que narra o encontro entre Wellington, jovem egresso de um centro de detenção, e Ronaldo, garoto de programa, no cenário urbano de São Paulo. A partir de uma leitura ancorada na Teoria Queer e em conceitos como contrabando discursivo, equidade e chemsex, discute-se como o filme retrata vivências homossexuais marginalizadas pela raça, pela classe social e pela sexualidade dissidente, ao mesmo tempo em que reproduz posições de subalternidade ao associar seus personagens à clandestinidade e à ilegalidade. A resenha destaca ainda temas pouco explorados na obra, como a jornada dupla de homens casados que mantêm relações homoafetivas às escondidas e a prática do sexo químico entre homens que fazem sexo com homens. Conclui-se que, apesar de seus méritos ao expor parte do universo queer paulistano, o filme reforça, em alguma medida, estereótipos que mereceriam maior problematização, reafirmando a relevância de produções audiovisuais que retratem a comunidade LGBTQIAPN+ a partir de outras óticas.
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