SÍNDROME COMPARTIMENTAL NO GRANDE QUEIMADO E PROGRESSÃO PARA SEPSE: RACIOCÍNIO CLÍNICO DO ENFERMEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29687Palavras-chave:
Queimadura. Sepse. Síndrome Compartimental. Raciocínio Clínico. Enfermeiro.Resumo
O grande queimado apresenta elevada vulnerabilidade a complicações letais, destacando-se a Síndrome Compartimental (SC) e a sepse. A ressuscitação hídrica maciça pode induzir ao fluid creep e precipitar a hipertensão compartimental. A isquemia tecidual e a perda de barreiras corporais favorecem a translocação bacteriana e a sepse. Objetivo: Verificar se a SC no queimado aumenta o risco de complicações infecciosas, como a sepse e sintetizar as evidências que fundamentam o raciocínio clínico do enfermeiro, na prevenção dessas complicações. Métodos: Revisão integrativa da literatura com operadores lógicos “and” e “or”, utilizando os descritores Sepse, Síndromes Compartimentais e Queimaduras; conduzida nas bases BVS, PubMed e Embase (setembro-outubro/2025) via protocolo PRISMA e estratégia PICO. Resultados: Incluíram-se 22 artigos. A SC em membros variou de 8,3% a 41%, e a SC abdominal (SCA) atingiu até 30% dos queimados graves. As ressuscitações volêmicas excessivas elevaram o risco de SC e a SCA sem descompressão precoce associou-se a até 100% de mortalidade. A sepse respondeu por 46,1% a 70% dos óbitos tardios. Conclusão: A SC atual como indicador primário para a sepse. A mensuração da pressão intra-abdominal, o controle do balanço hídrico e a vigilância de isquemia constituem pilares do raciocínio clínico do enfermeiro para garantir a segurança e sobrevida do paciente.
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