O MUSEU CIENTÍFICO COMO ESTRATÉGIA INTEGRADORA: PRÁTICAS EXPERIMENTAIS E FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE NO PIBID
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29437Palavras-chave:
PIBID. Ensino de Ciências. Metodologias Ativas. Museu Científico. Formação Docente.Resumo
O presente artigo apresenta um relato de experiência sobre as ações desenvolvidas no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), vinculado ao Subprojeto Interdisciplinar de Química e Física do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Pau dos Ferros/RN. A intervenção foi realizada na Escola Estadual de Tempo Integral Dr. José Fernandes de Melo durante o ano de 2025, integrando 470 alunos do Ensino Médio. A proposta alicerçou-se nos pressupostos do ensino por experimentação, da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e da interdisciplinaridade, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ponto de culminância das atividades foi a implementação do projeto "III Museu Científico", no qual os estudantes pesquisaram a trajetória de cientistas históricos e apresentaram experimentos práticos com materiais de baixo custo. Para a avaliação dos impactos pedagógicos, adotou-se uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa) mediante a aplicação de formulários e a coleta de depoimentos dos alunos da educação básica e dos licenciandos do PIBID. Os resultados demonstraram que a ação elevou o engajamento estudantil, promoveu a aprendizagem significativa de conceitos complexos de Química e Física e fortaleceu competências socioemocionais como a oratória e o trabalho em equipe. Simultaneamente, a imersão no chão da escola pública revelou-se transformadora para a formação inicial dos futuros educadores, consolidando a integração entre universidade e escola na construção de uma prática docente reflexiva e investigativa.
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