ENGENHARIA DIDÁTICA, TEORIA DAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS E PCK: UM MODELO INTEGRADOR PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA E MATEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29406Palavras-chave:
Formação de professores. Didática da Matemática. Ensino de Física. Conhecimento Pedagógico do Conteúdo. Engenharia Didática.Resumo
Este artigo teórico propõe um modelo integrador para a formação inicial de professores de Física e Matemática, articulando três referenciais: a Teoria das Situações Didáticas (TSD), de Guy Brousseau; o Conhecimento Pedagógico do Conteúdo (PCK), de Lee Shulman; e a Engenharia Didática (ED), de Michèle Artigue. O objetivo é examinar os potenciais e os limites desse modelo para superar a fragmentação entre saberes disciplinares e pedagógicos nos currículos de licenciatura. A TSD oferece princípios epistemológicos para conceber situações de aprendizagem; o PCK descreve o conhecimento profissional mobilizado pelo professor; e a ED, em sua vertente de Engenharia Didática de Formação, atua como dispositivo metodológico que integra teoria e prática. A análise revela que o modelo potencializa a articulação entre teoria e prática, o desenvolvimento integrado do PCK e a reflexão sobre a ação docente, promovendo a mobilização simultânea de subdomínios do conhecimento profissional em todas as fases do processo formativo. Contudo, enfrenta limites como a exigência de domínio teórico do formador, condições institucionais adequadas, resistências dos licenciandos e a necessidade de validação empírica. Conclui-se que o modelo é promissor para a formação de professores, desde que adaptado às especificidades da Matemática (natureza dedutiva) e da Física (natureza experimental e modelizadora). Pesquisas futuras devem operacionalizar e testar empiricamente a proposta em contextos diversos de formação inicial.
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