ENTRE ALGORITMOS E AGULHAS: A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA ERA DA BIOPOLÍTICA DIGITAL

Autores

  • Luiza Gizelle Teles Alves UNINTA
  • Helaine Magalhães Medeiros Ibiapina UMSA
  • Antonia Leiara dos Santos Moreira UNINTA
  • Thays do Nascimento Fialho Uninta
  • Luiz Antonio de Souza Saraiva UVA
  • Naun Endrenw da Cunha Silva Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29400

Palavras-chave:

Violência Obstétrica. Direitos Humanos. Biopolítica Digital.

Resumo

A violência obstétrica caracteriza-se por práticas abusivas, físicas, psicológicas ou simbólicas, que ocorrem durante o ciclo gravídico-puerperal, configurando violação de direitos humanos. Historicamente naturalizada pela medicalização do parto, no século XX, subordinou as mulheres à autoridade médica e restringiu sua autonomia. Pesquisas indicam alta prevalência de procedimentos não consentidos, humilhações verbais e cesarianas desnecessárias, afetando de forma mais intensa mulheres negras e periféricas. Apesar do reconhecimento internacional do fenômeno como violação de direitos humanos, a legislação brasileira ainda não tipifica a violência obstétrica, embora existam propostas de criminalização e garantia de autonomia da gestante. Na era da biopolítica digital, tecnologias como prontuários eletrônicos, monitoramento fetal e aplicativos de gestação oferecem benefícios, mas também reforçam a padronização de decisões médicas e fragilizam o consentimento informado. Em contrapartida, o ciberativismo fortalece a resistência e o empoderamento feminino por meio de redes sociais, campanhas digitais e plataformas de denúncia. Conclui-se que o enfrentamento da violência obstétrica exige legislação específica, protocolos de humanização do parto, capacitação profissional e regulamentação ética das tecnologias digitais, de modo a equilibrar inovação com a dignidade e autonomia das mulheres.

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Biografia do Autor

Luiza Gizelle Teles Alves, UNINTA

Graduanda em Direito - Centro Universitário Inta – UNINTA. 

Helaine Magalhães Medeiros Ibiapina, UMSA

Doutoranda em Ciências Jurídicas - Universidad Museo Social Argentino – UMSA.

Antonia Leiara dos Santos Moreira, UNINTA

Graduanda em Direito - Centro Universitário Inta – UNINTA.

Thays do Nascimento Fialho, Uninta

Acadêmica de Direito, Centro Universitário Inta – Uninta. 

Luiz Antonio de Souza Saraiva, UVA

Graduando em Direito pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).

Naun Endrenw da Cunha Silva, Universidade Federal do Ceará

Graduando em Ciências Sociais - Universidade Federal do Ceará.

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Publicado

2026-08-07

Como Citar

Alves, L. G. T., Ibiapina, H. M. M., Moreira, A. L. dos S., Fialho, T. do N., Saraiva, L. A. de S., & Silva, N. E. da C. (2026). ENTRE ALGORITMOS E AGULHAS: A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA ERA DA BIOPOLÍTICA DIGITAL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29400