ALÉM DA DOR PÉLVICA: O IMPACTO DA ENDOMETRIOSE NA SEXUALIDADE, FERTILIDADE E QUALIDADE DE VIDA DAS MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29396Palavras-chave:
Endometriose. Dispareunia. Infertilidade. Qualidade de vida. Saúde sexual.Resumo
A endometriose é uma doença inflamatória crônica estrogênio-dependente caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, acometendo expressiva parcela das mulheres em idade reprodutiva. Embora a dor pélvica crônica represente o sintoma clássico, os desdobramentos da afecção ultrapassam o espectro nociceptivo. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas sobre o impacto da endometriose na sexualidade, fertilidade e qualidade de vida global de mulheres em idade fértil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases Medline/PubMed, LILACS, SciELO e Web of Science, abrangendo artigos publicados entre 2020 e 2026. Foram selecionados 18 estudos que preencheram rigorosamente todos os critérios de elegibilidade. Os resultados demonstram que a dispareunia de profundidade e o estresse psicológico associado acarretam disfunções sexuais complexas, incluindo redução do desejo, anorgasmia e esquiva da intimidade. No âmbito reprodutivo, a distorção anatômica pélvica, a alteração da receptividade endometrial e a diminuição da reserva ovariana comprometem significativamente a fertilidade, demandando frequentemente técnicas de reprodução assistida. O atraso diagnóstico prolongado e o impacto socioemocional deterioram a qualidade de vida, desencadeando sintomas depressivos e ansiosos. Conclui-se que a endometriose exige uma abordagem terapêutica holística, interdisciplinar e individualizada, que vá além do controle sintomático da dor e contemple a saúde sexual, o planejamento reprodutivo e o bem-estar psicossocial das pacientes.
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