FATORES ASSOCIADOS À INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM CIRURGIAS ABDOMINAIS: ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS E TERAPÊUTICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.29365Palabras clave:
Infecção de sítio cirúrgico. Cirurgia abdominal. Segurança do paciente. Antibioticoprofilaxia. Prevenção de infecções.Resumen
Introdução: A infecção de sítio cirúrgico (ISC) constitui uma das principais complicações relacionadas às cirurgias abdominais, estando associada ao aumento da morbimortalidade, prolongamento da internação hospitalar, necessidade de reintervenções e elevação dos custos assistenciais. Sua ocorrência resulta da interação entre fatores relacionados ao paciente, ao procedimento cirúrgico e ao ambiente hospitalar. Considerando seu impacto sobre a qualidade da assistência e a segurança do paciente, torna-se imprescindível identificar os fatores predisponentes e as estratégias mais eficazes para sua prevenção e manejo terapêutico. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca dos principais fatores associados à infecção de sítio cirúrgico em cirurgias abdominais, bem como das estratégias preventivas e terapêuticas empregadas para reduzir sua incidência e seus desfechos desfavoráveis. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida mediante busca nas bases de dados PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library. Foram selecionados artigos publicados entre 2019 e 2026, nos idiomas português e inglês, além de diretrizes nacionais e internacionais relacionadas à prevenção e ao tratamento da infecção de sítio cirúrgico. Os estudos incluídos foram submetidos à análise qualitativa e descritiva. Resultados: As evidências demonstraram que idade avançada, obesidade, diabetes mellitus, desnutrição, tabagismo, imunossupressão, tempo cirúrgico prolongado, contaminação da ferida operatória e antibioticoprofilaxia inadequada constituem os principais fatores de risco para ISC em cirurgias abdominais. As estratégias preventivas mais eficazes incluem otimização clínica pré-operatória, controle glicêmico rigoroso, preparo adequado da pele, administração correta da antibioticoprofilaxia, manutenção da normotermia, técnica cirúrgica asséptica e aplicação da Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde. No tratamento, destacam-se diagnóstico precoce, drenagem quando indicada, desbridamento cirúrgico e antibioticoterapia direcionada conforme os achados microbiológicos. A atuação integrada da equipe multiprofissional mostrou-se determinante para a redução das complicações e da recorrência das infecções. Conclusão: A prevenção da infecção de sítio cirúrgico em cirurgias abdominais depende da implementação sistemática de protocolos assistenciais baseados em evidências e da identificação precoce dos fatores de risco. A adoção de medidas preventivas e terapêuticas integradas contribui para reduzir a morbimortalidade, otimizar os resultados cirúrgicos e fortalecer a segurança do paciente.
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