METODOLOGIA ATIVA NO CONTEXTO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO ELO ENTRE LEGISLAÇÃO E PRÁTICA FARMACÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29361Palavras-chave:
Simulação Realística. Vigilância Sanitária. Educação em Farmácia.Resumo
O objetivo desse trabalho é relatar a experiência do uso da simulação realística no atendimento farmacêutico, implementada por preceptores da Célula de Vigilância Sanitária de Fortaleza, como estratégia pedagógica para integrar conhecimento regulatório e tomada de decisão clínica. Trata-se de um relato de experiência descritivo e qualitativo sobre intervenção realizada entre 2021 e 2026, fundamentada nas diretrizes da International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning. A arquitetura pedagógica utilizou uma "farmácia fictícia" na CEVISA, com 20 cenários estruturados em três fases: prebriefing (alinhamento cognitivo), cenário clínico (atendimento a pacientes padronizados com prescrições contendo inconformidades) e debriefing (análise reflexiva). Os dados foram obtidos por diários de campo e relatórios dos preceptores. A análise evidenciou dois eixos: a transição do conhecimento teórico-regulatório para a tomada de decisão técnica, com redução de erros e maior assertividade na avaliação de receitas controladas, e o desenvolvimento de habilidades comunicacionais diante de conflitos no atendimento. O debriefing consolidou-se como elemento central da aprendizagem, ressignificando o erro em ambiente seguro. A estratégia reduziu a distância entre teoria e prática, fortaleceu a aplicação segura das diretrizes sanitárias e ampliou o papel formativo do órgão regulador, com elevado potencial de replicabilidade.
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