PERCEPÇÕES DE USUÁRIOS COM DEPRESSÃO SOBRE O CUIDADO EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30147Palavras-chave:
Enfermagem. Depressão. Serviços Comunitários de Saúde Mental. Medicalização.Resumo
O estudo buscou analisar as terapêuticas utilizadas no cuidado de usuários com depressão acompanhados em um Centro de Atenção Psicossocial e compreender percepções sobre sua contribuição para o cuidado em saúde mental. Trata-se de um estudo qualitativo conduzido em um Centro de Atenção Psicossocial em Crateús, CE, através de entrevistas semiestruturadas com 30 usuários diagnosticados com depressão. Os dados textuais foram submetidos à análise de similitude, no software IRaMuTeQ, identificando categorias temáticas. Foram identificadas três categorias: melhora associada à redução de sintomas; ajuda como suporte emocional e remediar como recurso terapêutico; e estratégias cotidianas de enfrentamento. Conclui-se que embora as terapêuticas não medicamentosas sejam reconhecidas como relevantes pelos usuários, o modelo assistencial permanece centrado na medicação. Os usuários reconhecem a medicação como importante, especialmente pela redução dos sintomas, contudo também valorizam estratégias não medicamentosas, como acolhimento, escuta, psicoterapia e atividades cotidianas, frequentemente relatando que o tratamento medicamentoso, isoladamente, não é suficiente para atender suas necessidades. Diante da predominância da medicalização, os resultados reforçam a necessidade de fortalecimento de práticas interdisciplinares, psicossociais e não medicamentosas, incluindo a atuação ampliada da enfermagem, visando à promoção do cuidado integral.
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