AVALIAÇÃO FORMATIVA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DOS DESAFIOS, POTENCIALIDADES E PERSPECTIVAS DAS PRÁTICAS AVALIATIVAS NOS CURSOS TÉCNICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29235Palavras-chave:
Avaliação da aprendizagem. Avaliação formativa. Educação Profissional e Tecnológica. Educação profissional. Feedback.Resumo
A avaliação formativa tem se consolidado como uma abordagem pedagógica voltada ao acompanhamento contínuo da aprendizagem, em oposição aos modelos avaliativos centrados na classificação e na mensuração de resultados. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente a produção científica sobre a avaliação formativa na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), identificando desafios, potencialidades e tendências das práticas avaliativas nos cursos técnicos. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa e caráter descritivo-analítico. O levantamento foi realizado entre junho e julho de 2026 nas bases SciELO, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, contemplando publicações nacionais e internacionais publicadas entre 2011 e 2025, além de obras clássicas da área. Os resultados evidenciaram que a avaliação formativa favorece a aprendizagem significativa, o desenvolvimento da autonomia discente e a qualificação das práticas pedagógicas, especialmente por meio do feedback contínuo, da autoavaliação, da avaliação por pares, dos portfólios e das metodologias ativas. Entretanto, persistem desafios relacionados à cultura institucional centrada em notas, à predominância de modelos classificatórios, à sobrecarga docente e à insuficiente formação continuada dos professores. Conclui-se que a consolidação da avaliação formativa na EPT depende da articulação entre políticas institucionais, reorganização curricular, investimento na formação docente e fortalecimento de práticas pedagógicas centradas na aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes. Essa mudança paradigmática aproxima-se da concepção de avaliação para a aprendizagem (assessment for learning), segundo a qual a avaliação deve produzir informações capazes de orientar decisões pedagógicas em tempo oportuno e promover avanços contínuos no processo de aprendizagem (Black e Wiliam, 2009; Stiggins, 2005). Nessa perspectiva, o foco desloca-se da certificação do desempenho para a utilização sistemática das evidências produzidas durante o ensino.
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